quinta-feira, 16 de julho de 2015

Desafio das Capas - Julho -


Este mês o tema era: Na capa foto de uma pessoa famosa

Sean Connery - que ilustra a capa do livro


O Nome da Rosa - Umberto Eco

Sem dúvida é um clássico, que todos deveriam ler. Por conta do tipo de linguagem, pode ser uma leitura demorada ou cansativa, mas fazendo uma boa análise e refletindo sobre as questões apresentadas, verão que vale a pena. 

Umberto Eco é o primoroso autor deste livro de 1980, que já foi adaptado para os cinemas. Sabem como é, adaptações são adaptações, nada melhor que o livro. 

A trama se passa na Idade Média, tempo em que a inquisição reinava e tantas contradições aconteciam. Um tempo em que a Igreja Católica tinha grande poder e não aproximava os leigos da forma como é hoje, em que a maioria entende os ritos, a liturgia, entre diversos temas que são abertos a todos. Também aborda temas como as heresias, a pobreza dos franciscanos etc. 

Guilherme de Baskerville é o monge, ex-inquisidor, que vai para a Abadia discutir assuntos referentes ao modo de vida dos monges franciscanos, se devem ou não possuir riquezas, por exemplo. Mas neste meio tempo, acontecem mortes misteriosas que o fazem investigar a fundo o que está por trás de tudo isso. Quem narra toda a história é Adso de Melk, um jovem “aprendiz” que acompanha Guilherme nesta grande viagem. 

A Abadia em que se encontram possui a maior biblioteca que se pode imaginar. Muitos monges passam seus dias copiando manuscritos para enviar a outras bibliotecas ou copiando livros para fazer parte de seu próprio acervo. Diferente de hoje, o bibliotecário era o único a ter acesso aos livros, pois ali encontravam-se obras sagradas, mas também profanas, que deveriam ficar longe dos olhos menos preparados. 

Muitos monges são citados na história, cada um com algo de misterioso e diferente. Um deles, o venerável Jorge de Burgos, odeia o riso e tudo que pode provocá-lo. Proíbe expressamente que os monges riam, pois isso não era algo de Deus. 

Dentro de todo o mistério envolvendo essas mortes, o final é surpreendente. Como já ouvi falar uma vez, passando as 100 primeiras páginas tudo fica melhor. A maneira como Eco escreve, nos leva realmente para aquela época. 

Um livro excelente! Que vocês, caros leitores, possam se deliciar nesta aventura...

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