sábado, 4 de março de 2017

Projeto "Tem Que Ler Mesmo?" América Latina

Olá caros viajantes literários!

Minha viagem foi de  Primeira Classe, junto com Maria José Dupré. Foi escritora da série 'Cachorrinho Samba' ( Prêmio Jabuti ), da obra 'A Ilha Perdida' , 'A Montanha Encantada', dos romances 'Gina' , 'Os Rodrigues' , entre outros (traduzidos para outros idiomas).

Dupré é mais conhecida pela sua obra-prima 'Éramos Seis'. Posso dizer que deveria ser leitura obrigatória em todas as escolas e para todas as idades.

As fotos são da novela do SBT



Sinopse
"Uma só palavra define este romance de Maria José Dupré: emoção. Nele você vai conhecer os Lemos, uma família muito unida que vivia na cidade de São Paulo na primeira metade do século XX.
Coragem, perseverança e união. Serão esses os segredos que permitem àquela família enfrentar todos os desafios que a vida lhe impõe?
Para seu Júlio e dona Lola, tão fundamental quanto o sonho da casa própria era a educação de seus filhos - Julinho, Carlos, Isabel e Alfredo.
Prepare-se para uma viagem ao passado, assistindo às revoluções paulistas de 1924 e 1932 e acompanhando o dia a dia dessa família que vem emocionando várias gerações de leitores, com suas alegrias, tristezas, amores, problemas e soluções. A vida é uma aventura quando tem como personagens gente como a gente." 

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Logo de início você já é acolhido por dona Lola, a personagem principal. Sabe quando você conhece uma pessoa, daquelas que tem uma boa história pra contar? Pois bem, assim é dona Lola, mulher carinhosa, paciente, doce, logo te cativa e quando você vê, já está envolvido por seus  relatos simples e emocionante.

'Quanta saudade eu tenho desse tempo da Avenida Angélica, quando meus filhos eram crianças e vivíamos todos juntinhos com Júlio, meu marido, como passarinhos em gaiola.' pg 7

É uma leitura tão gostosa, parece que o leitor é parte da família Lemos, no decorrer da história vamos nos simpatizando com os personagens. Seu Júlio é  o típico pai de família daquela época, durão, rabugento, responsável, mas lá no fundo daquele coração 'peludo', tem um homem amoroso e preocupado com sua família.

Os filhos de dona Lola vão desde pequenos mostrando suas personalidades. Coloco um adendo neste parágrafo. Teve momentos em que fiquei muito brava com dona Lola, por proteger ou se iludir com certas coisinhas erradas que alguns de seus filhos faziam. Sabe proteção de mãe, que estraga o filho no futuro?! Tiveram momentos que parecia lá em casa!

Bom, cada filho tem sua personalidade e maneiras de reagir para cada situação, assim também são os filhos de dona Lola. Carlos é o filho mais dedicado, estudioso e amoroso. Alfredo era o popular 'ovelha negra da família', impulsivo, genioso, se metia em cada encrenca, mas lá do seu jeito se preocupava com sua mãe. Isabel era a princesinha do seu Júlio, mimada, teimosa, decidida e fazia de tudo pra conseguir o que queria. Julinho era tranquilo, inteligente, carinhoso, tinha tino para os negócios, desde pequeno sabia poupar.

'Fiquei pensando em como é misteriosa a natureza humana; quando pensamos que conhecemos a alma de nossos filhos, suas vontades, seus gostos, suas reações, suas debilidades, vemos que estamos longe da verdade; não conhecemos nada, estamos diante do inexplicável. Mesmo sondando com tato e cautela, deparamos sempre o desconhecido e ficamos surpreendidos diante do inesperado.' Pg 52

Toda a história gira em torno desta família, desde a infância das crianças, adolescência e a vida adulta. São relatos do dia a dia, com uma gama de emoção, até parece que estão falando da minha ou, quem sabe, da sua família.

Há os personagens secundários, dos quais fazem parte importante na vida de dona Lola, como suas irmãs Clotilde e Olga (casada com Zeca). Elas moravam na cidade do interior em Itapetininga junto com sua mãe, que era uma doceira de primeira.
Tinha a tia Emília, que guardava na memória as histórias das famílias paulistas, muito rica e orgulhosa. 

Durvalina era a ajudante dos afazeres domésticos, como diria, a mão direita de dona Lola. Ela tinha muito carinho pelas crianças, aliás por toda a família Lemos.

Agora a mais divertida era dona Genu, a vizinha de dona Lola. Mulher de humor ácido, de língua frouxa, com um coração bom e tinha um gosto estranho! Gostava de participar de velórios e vestir defuntos. Dei muitas risadas com ela.

'...Quando sabia que alguém havia morrido na vizinhança, mesmo que não conhecesse muito bem, ela corria e apresentava seus serviços,'... pg 73

Muitos acontecimentos vão fazendo a história fluir, como formaturas, desemprego, política, namoros, mentiras, mortes, casamentos, brigas, doenças, alegrias, enfim, acontecimentos tão especiais, assim como é a nossa vida. Você pode estar pensando, que graça tem este livro? Tem, tem muita graça, muita delicadeza, muita emoção, muita aflição, momentos de risos e de lágrimas. 

Este livro é daqueles que a gente guarda no coração pra sempre!

Por Nice Sestari

2 comentários:

  1. Super interessante...
    Acabei me lembrando das pupilas do sr. Heitor. k
    Bom começo de março.
    PAZ E BEM.

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    1. Obrigada pela visita!!!!! As pupilas do Sr.Reitor, já está na minha listinha de leitura deste ano. Paz e Bem! Nice

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