segunda-feira, 25 de maio de 2015

Dia da África

No dia 25 de maio comemora-se o Dia da África, 50 anos desde a criação, em Addis Abeba (Etiópia), da Organização de Unidade Africana (OUA), data em que 32 chefes de estado africanos se reuniram na Etiópia, em 1963, com objetivo de libertar o continente africano do colonialismo e do apartheid, e ainda promover a emancipação do povo africano. 


Devido à importância desta reunião, em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 25 de maio como o Dia da África ou Dia da Libertação da África. Em julho de 2002, a OUA deu lugar à atual União Africana (UA), porém o Dia da África permaneceu o mesmo, por ter sido a data em que foi tomado o ponto de partida.

A história dos países africanos é marcada por luta e preconceito. O apartheid, por exemplo, foi o regime de segregação racial que vigorou na África do Sul, entre os anos de 1948 e 1990. Hoje, a África conseguiu a independência de seu continente, mas ainda assiste aos desentendimentos políticos em muitos países.


Dica de livros:





A autora coloca em cena, através da história de um coelho branco que se apaixona por uma menina negra, alguns assuntos muito debatidos nos dias de hoje, como a auto-estima das crianças negras e a igualdade racial.











O Menino Marrom conta a historia da amizade entre dois meninos, um negro e um branco. Através da convivência aventureira dessas crianças ao longo de suas vidas, o autor pontua as diferenças humanas, realçando os preconceitos em alguns momentos.










O livro mostra fábulas tipicamente africanas para leitores de todo mundo. Nas histórias, o autor mostra um pouco do folclore africano, além de passar valores do "tempo em que os animais ainda falavam" para as crianças. 









O livro conta a história da garota Manhã, negra, pobre e com grandes responsabilidades mesmo com tão pouca idade. Manhã tem sua vida transformada ao ganhar um vestido esmeralda de seu professor, que faz com que ela mude a forma como se vê e como vê o mundo ao seu redor.





'Era uma vez o menino pequenito, tão minimozito que todos seus dedos eram mindinhos. Dito assim, fino modo, ele, quando nasceu, nem foi dado à luz mas a uma simples fresta de claridade. [...] - Cuidado, já dentrei o menino no sapato. Que ninguém, por descuido, o calçasse. Muito-muito, o marido quando voltava bêbado e queria sair uma vez mais, desnoitado, sem distinguir o mais esquerdo do menos esquerdo. A mulher não deixava que o berço fugisse da vislembrança dela [...].' Qual será o destino deste pequeno ser? Esta é uma magnífica e triste estória de Mia Couto, ilustrada de forma brilhante por Danuta Wojciechowska.

Em 'A confissão da leoa', uma aldeia moçambicana é alvo de ataques mortais de leões provenientes da savana. O alarme chega à capital do país e um experimentado caçador, Arcanjo Baleiro, é enviado à região. Chegando lá, porém, ele se vê emaranhado numa teia de relações complexas e enigmáticas, em que os fatos, as lendas e os mitos se misturam. Uma habitante da aldeia, Mariamar, em permanente desacordo com a família e os vizinhos, tem suas próprias teorias sobre a origem e a natureza dos ataques das feras. A irmã dela, Silência, foi a vítima mais recente. O livro é narrado alternadamente pelos dois, Arcanjo e Mariamar, sempre em primeira pessoa. Ao longo das páginas, o leitor fica sabendo que eles já tiveram um primeiro encontro muitos anos atrás, quando Mariamar era adolescente e o caçador visitou a aldeia.

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