sábado, 28 de novembro de 2015

Suspense Romântico - Projeto Leitura Mágica 2015 - Novembro



Uma Dama de Aluguel - Amanda Quick



Sinopse:
Arthur, conde de St. Merryn precisa contratar uma mulher. A jovem terá que simular ser sua noiva durante algumas semanas nos círculos da alta sociedade, pois ele tem assuntos que resolver e sua companhia evitará o habitual assédio das casamenteiras. Encontrar a candidata torna-se mais difícil do que ele pensava até que finalmente conhece Elenora Lodge. O aspecto simplório da moça não oculta sua beleza nem o fogo dos seus olhos. Dadas suas circunstâncias pessoais, Elenora aceita a generosa oferta do conde.

Entretanto, alguma coisa não vai bem na tenebrosa mansão de Arthur, e Elenora está convencida de que ele esconde um segredo...

Comentário da Revisora Inicial Catharina: Sempre gostei dos livros da Amanda Quick, mas dessa vez ela se superou! Adorei como a maneira confiante da mocinha vai quebrando aos poucos a seriedade excessiva do mocinho. Leitura imperdível pra quem gosta de histórias com um toque de aventura e de mistério.

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Esta leitura foi muito gostosa, não conhecia a escritora Amanda Quick, me surpreendi com a maneira que ela conduziu a história.
Os personagens principais são envolventes, de muita personalidade e repletos de mistérios.

Arthur Lancaster, conde de St. Merryn , esconde algo, sua personalidade mexe com toda a alta sociedade até seus amigos ficam intrigados.Rico, arrogante e solteiro.
'Como tudo o que disse naquela noite, aquele comentário entrou a fazer parte da lenda de St. Merryn... “É tão frio que quando lhe informaram que sua noiva tinha fugido com outro homem, a única coisa que fez foi comentar que fazia muito mau tempo”.'

Sua opinião incomoda e assusta as pessoas que convivem com Arthur.
'Penso que as qualidades esperadas em uma esposa não são muito distintas das que seriam exigidas a uma dama de companhia.'
'A diferença das jovens românticas e com recursos cuja visão do amor está deformada por causa de Byron e das novelas da editora Minerva, as damas de companhia, por uma questão de necessidade, têm que ser muito mais práticas. A vida lhes ensinou que o mundo pode ser muito duro.'

Já Elenora Lodge, com a morte de seu padrasto se viu obrigada 'a entregar todas suas posses por culpa de um desafortunado investimento.'
Se desfez de tudo, menos do baú que pertenceu a sua avó, ali guardava segredos e algumas joias.
' “O que está feito, está feito”, pensou Elenora. Agora tinha que concentrar-se no seu futuro. Seu destino tinha dado um giro inesperado, mas, felizmente, não se encontrava sozinha no mundo: estava noiva de um elegante cavalheiro. Estava convencida que Jeremy Clyde correria a seu lado quando soubesse do terrível apuro no qual se encontrava, e, sem dúvida, insistiria em adiantar a data das bodas.'
Jeremy Clyde irá surpreender sua amada noiva Elenora, será que também ele guarda algum segredo?!

Um pedido de noivado nada convencional, ressentimentos, obrigações, família, roubo, assassinato, bailes, alquimia, o misterioso "Livro das pedras" e personagens secundários que dão mais suspense a história. 

'Quando terminasse de construir o mortífero aparelho e demonstrasse seu imenso poder destrutivo, toda a Inglaterra, ou melhor, toda a Europa, veria-se obrigada a reconhecer nele um segundo Newton.'
'— Exato — respondeu Arthur —. Em concreto, este tratado tinha sido escrito pelo alquimista em pessoa. O livro estava encadernado em couro e tinha três pedras preciosas vermelhas incrustadas na capa. No interior se achava a fórmula e as instruções para a construção de um aparelho denominado “Raio de Júpiter”. O texto estava escrito em um complicado código alquímico.'

E como toda história de suspense não poderia faltar... alguém se habilita a me dizer? Se você disse o mordomo, acertou! Será que ele esconde algum mistério ou descobre algo assustador?
(...)'virou-se e deu de cara com o homem mais bonito que jamais tivesse visto. Desde sua alta e nobre testa a suas facções delicadas, passando por olhos ardentes e esse cabelo encaracolado, que lhe conferia um ar de inocência, tudo nele constituía a imagem da perfeição masculina.
Se não fosse porque vestia uniforme de mordomo, poderia ter posado para qualquer artista que quisesse pintar a imagem de um poeta romântico ao estilo de Byron.'

Elenora percebe que o conde de St. Merryn, esconde algo, mas o que seria, para ele fazer tal pedido à ela! Será que esta jovem está correndo  algum tipo risco?
'Era consciente de que Elenora suspeitava que ele escondia algo, e estava certa. Entretanto, ele considerava que era melhor que não soubesse toda a verdade.'
“Te vingarei — prometeu Arthur em voz baixa —. Juro que o assassino pagará pelo seu crime”.
'— Eu não acredito que tenha sido assassinado por um ladrão comum a quem surpreendeu roubando em seu domicílio — explicou Arthur sinceramente —. Estou convencido de que o matou alguém que está relacionado com os velhos tempos em que os cavalheiros da Sociedade das Pedras frequentavam suas reuniões das quartas-feiras.'
'— Por desgraça, não — admitiu Elenora —. Dançamos em uma festa de disfarces e não cheguei a lhe ver o rosto. Mas sua túnica estava rasgada e achamos que esse rasgão se produziu durante a briga que manteve com o mordomo.'

E no meio de descobrir misteriosas mortes, um romance acaba surgindo.
'— Devo dizer que, quanto mais tempo levo representando meu papel — disse Elenora a Margaret discretamente —, maior é o respeito que sinto pela resistência e a integridade das jovens que são postas em circulação no mercado matrimonial. Não sei como o suportam.'

Ops! Já ia me esquecendo, como não falar o que Arthur pensou quando viu Elenora!
(...)'observou a forma decidida, mas graciosa, como se movia. Não havia nada tímido ou vacilante nela. Uma inteligência vivaz brilhava nos seus olhos exóticos e sua pessoa irradiava caráter e determinação.
Arthur tentou conservar a objetividade e chegou à conclusão de que aquela mulher carecia da perfeição suave e formal que teria feito com que os homens da alta sociedade a considerassem um diamante de primeira categoria. Mas havia algo nela que atraía o olhar: sua energia, sua vitalidade criavam um aura invisível. Com o traje adequado, não passaria inadvertida em um salão de baile.'

E a Senhorita Lodge o que pensou a respeito do conde de St. Merryn!
'Não era um homem bonito, pensou Elenora. A força, o autodomínio e a inteligência aguda refletidas nas suas facções não deixavam lugar para a elegância, o refinamento ou a beleza masculina tradicional.
Tinha o cabelo castanho escuro e seus olhos, de um verde cinzento, olhavam-na desde sua guarida, oculta no mais profundo de seu ser. Tinha o nariz aquilino, as maçãs do rosto altas e a mandíbula proeminente que alguém associaria com as criaturas que sobreviviam graças a seus instintos de caça.'

Quer saber qual o mistério que ronda esses personagens, leia o livro depois me conte, ok.
Boa leitura!






Wedding Lit - Projeto Leitura Mágica 2015 - Novembro

Fiquei com seu número - Sophie Kinsella



Sinopse:
'A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone perdido no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de ter alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.'


*****
Mais um livro para a lista dos chatinhos e entediante, foi uma leitura totalmente chata. Apesar que em um dia você lê, mas é tão chato que demorei uma semana.
A protagonista Poppy Wyatt, é uma fraca e sem graça. Outro chato é o Sam, um homem bem sucedido, comete pequenos deslizes, as vezes engraçado. A trama dá um filminho sessão da tarde tranquilamente. Um livro previsível! 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Postagem coletiva - Como nos tornamos Leitores?

Dizem que recordar é viver! E relembrar experiências marcantes e felizes é muito bom!!!!

Recebi o convite especial da nossa amiga Patricia, do nosso amado grupo "Heroínas de Jane Austen", para relatar nossa história de amor pelos livros. Passei dias pensando, porque com o tempo vamos esquecendo essas experiências, essas memórias. Como é um hábito tão comum ler, que às vezes penso que já nasci lendo!
Bom, aqui vai um pouco da minha história.
Quando era criança, passava as férias na casa da minha avó e meu tio amava ler gibis do Tio Patinhas e Cia. Acredito que foi ali, sem ninguém perceber que me apaixonei pela leitura.

Minha mãe nunca me deixava participar de nenhum evento escolar. Mas, certa vez participei de um escondido. Tinha 7 anos, na escola apareceu um concurso de pintura dos personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo, o trabalho mais bonito seria o ganhador de um livro de Monteiro Lobato e nossa turma teria que pintar o Visconde de Sabugosa. Como disse, fiz tudo escondido e, na última hora, fui entregar meu trabalho. No dia seguinte, para minha alegria, a professora veio toda feliz entregar meu primeiro livro! Chorei muito, mas muito mesmo, de emoção e de medo da minha mãe me bater ou rasgar meu livro.


No ano seguinte, com o mesmo esquema, ganhei o livro mais lindo e inesquecível na minha vida de criança. Ganhei na categoria melhor redação.

Como éramos muito pobres, livro era artigo de luxo em casa; incentivo pra leitura nem pensar e, mesmo sozinha, sentia muita vontade de ler e de ter minha biblioteca, um sonho quase que impossível.
Sempre no âmbito escolar conseguia matar a minha vontade de ler! Já no quinto ano, a professora exigiu, pra minha felicidade, o livro 'Olhai os lírios do campo' de Érico Veríssimo; esse foi o primeiro livro comprado. 

Naquele tempo passava uns homens vendendo livros de porta em porta, mas nunca tínhamos condições de comprar; toda vizinhança tinha a coleção 'Conhecer" da capa vermelha em casa, menos nós. Até que um dia saiu nas bancas de jornal uma nova coleção, "Novo conhecer", capa azul com letras douradas e num passe de mágica minha mãe começou a colecionar. Parecia Natal quando conseguíamos montar um livro. Lia tanto cada volume que já sabia tudo de cor. Foi um tempo muito bom, apesar de tudo! 


Minha família nunca incentivou a leitura, fui um caso a parte, como dizia minha professora do quarto ano. Ela sempre falava, mesmo que ninguém te incentive, leia, leia bastante. E foi o que fiz, remei contra a maré. Foi quase um tsunami! Sempre que estava lendo, minha mãe achava que estava fazendo 'corpo mole' e apanhava. Ela achava perda de tempo ler.
Na casa da minha avó, todos gostavam de jogar cartas, menos eu que preferia ler. Era outro drama, quando faltava um jogador, o povo me chamava pra jogar. Como nunca ia, sempre tinha um pra arrancar meu livro, ouvia cada absurdo. Uma frase que nunca saiu da minha mente. 'Como você é trouxa, fica lendo essas besteiras ao invés de jogar. Você não vai chegar a lugar nenhum!' 
E posso dizer que foram os livros que me salvaram, da tristeza, do mal caminho, da solidão e da vontade que tinha de viajar.
Quando tinha 18 anos, já com um salário melhor, comecei a comprar escondido meus livros. Fiquei sócia do Círculo do Livro e os deixava escondidos na empresa que trabalhava. Quando construí meu lar, meus livros ganharam endereço fixo. 
Depois que me casei, consegui que meu marido gostasse de ler, incentivei minha irmã a ler e minha maior felicidade é ver minha filha, que desde pequena ama os livros. Hoje eu e ela compartilhamos nossas leituras, criamos este blog e sempre que possível aumentamos a nossa tão sonhada 'biblioteca'.
Bom pessoal é isso, apesar de tudo parecer ir contra, sou grata. 

Visite também os blogs destas amigas especiais: 

Ale Dossena - http://alehartesanato.blogspot.com.br
Marcia - http://scrapnauta.blogspot.com.br
Patricia - https://casinhadelivro.wordpress.com


"Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro."
                                                                                                                                                                                                                                                                           Henry David Thoreau



"A leitura engrandece a alma."   Voltaire

sábado, 14 de novembro de 2015

Poesias de Manoel de Barros

Manoel Wenceslau Leite de Barros (Cuiabá, 19 de dezembro de 1916 — Campo Grande, 13 de novembro de 2014), um dos mais aclamados poetas contemporâneos brasileiros,estreou em 1937 com o livro “Poemas Concebidos sem Pecado”. Sua obra mais conhecida é o “Livro sobre Nada”, publicado em 1996.

Cronologicamente vinculado à Geração de 45, mas formalmente ao Modernismo brasileiro, Manoel de Barros criou um universo próprio — subvertendo a sintaxe e criando construções que não respeitam as normas da língua padrão —, marcado, sobretudo, por neologismos e
sinestesias, sendo, inclusive, comparado a Guimarães Rosa.Apesar de ter escrito muitos livros durante toda a sua vida e de ter ganho vários prêmios literários desde 1960, durante muito tempo sua obra ficou desconhecida do grande público. Possivelmente porque o poeta não frequentava os meios literários e editoriais e, deduzindo-se das palavras do poeta (ele diz "por orgulho"), por não bajular ninguém.

Seu trabalho começou a ser valorizado nacionalmente a partir da descoberta deste por parte de Millôr Fernandes, já na década de 1980. A partir daí, ganhou reconhecimento através de vários dos maiores prêmios literários do Brasil, como o Jabuti, em 1987, com "O guardador de águas".


Foi considerado o maior ou um dos maiores poetas do Brasil. Seu trabalho tem sido publicado em Portugal, onde é um dos poetas contemporâneos brasileiros mais conhecidos , na Espanha e na França.

Em 1986, o poeta Carlos Drummond de Andrade declarou que Manoel de Barros era o maior poeta brasileiro vivo. Antonio Houaiss, um dos mais importantes filólogos e críticos brasileiros escreveu: “A poesia de Manoel de Barros é de uma enorme racionalidade. Suas visões, oníricas num primeiro instante, logo se revelam muito reais, sem fugir a um substrato ético muito profundo. Tenho por sua obra a mais alta admiração e muito amor”. Os poemas publicados nesta seleção fazem parte do livro “Manoel de Barros — Poesia Completa Bandeira”, editora Leya. Por motivo de direitos autorais, apenas trechos dos poemas foram publicados.



O apanhador de desperdícios

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.



O fazedor de amanhecer

Sou leso em tratagens com máquina.
Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis.
Em toda a minha vida só engenhei
3 máquinas
Como sejam:
Uma pequena manivela para pegar no sono.
Um fazedor de amanhecer
para usamentos de poetas
E um platinado de mandioca para o
fordeco de meu irmão.
Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias
automobilísticas pelo Platinado de Mandioca.
Fui aclamado de idiota pela maioria
das autoridades na entrega do prêmio.
Pelo que fiquei um tanto soberbo.
E a glória entronizou-se para sempre
em minha existência.



O livro sobre nada
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.
Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma.
Peixe não tem honras nem horizontes.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas quando não desejo contar nada, faço poesia.
Eu queria ser lido pelas pedras.
As palavras me escondem sem cuidado.
Aonde eu não estou as palavras me acham.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
Uma palavra abriu o roupão pra mim. Ela deseja que eu a seja.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Esta tarefa de cessar é que puxa minhas frases para antes de mim.
Ateu é uma pessoa capaz de provar cientificamente que não é nada. Só se compara aos santos. Os santos querem ser os vermes de Deus.
Melhor para chegar a nada é descobrir a verdade.
O artista é erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
Por pudor sou impuro.
O branco me corrompe.
Não gosto de palavra acostumada.
A minha diferença é sempre menos.
Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria.
Não preciso do fim para chegar.
Do lugar onde estou já fui embora.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Cores de Outono - Keila Gon

Olá pessoal!!!!
Começamos o mês com o livro nacional.
Book Tour realizado por Ana Paula Carvalho Martins, do blog http://livrosdeelite.blogspot.com.br
A autora Keila Gon
Nasceu em São Paulo, capital. Filha de pais aventureiros viveu boa parte da infância em Minas Gerais onde desfrutou de amizades inesquecíveis e compartilhou com a irmã mais velha o contato com a natureza. Este ambiente repleto de mitos e liberdade sempre instigou sua imaginação. Aeronauta por profissão, cursou Administração com Comércio Exterior em Campinas-SP, trabalhou em diferentes áreas comerciais, mudou algumas vezes e viajou o necessário para acumular experiências inspiradoras. Amante dos livros de romance e ficção, é apaixonada pelo mundo da fantasia e depois da maternidade reuniu coragem para se aventurar no mundo das letras. Atualmente, reside em São José dos Campos - SP, com o marido, a filha e um gato.

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Sinopse: O inesperado, o impossível, o destino... Quem ama escolhe seus caminhos, vence o medo, ultrapassa a razão, duela com a dúvida entre o certo e o fácil para seguir seu coração. Melissa encontrou em um olhar as revelações de toda uma vida e longe da lógica escolheu o caminho confuso, mas surpreendente do amor. Ela chegou à pequena cidade da montanha com a responsabilidade de cuidar de Alice, sua irmã caçula, esperando uma vida simples. Mas se viu envolvida por Vincent, um estranho arrogante, dono de irresistíveis olhos turquesa que vai levá-la através da sombra e da luz para revelar surpresas inimagináveis de um Mundo Mágico perigoso e fascinante. A cada encontro este homem misterioso amedronta e encanta; desperta sentimentos e a faz duvidar de sua coragem. Mas, antes que Melissa seja arrebatada por esse amor, ela precisa enfrentar elfos, magos e intrigas em um mundo inóspito que testará seu coração. Cores de Outono é o primeiro volume de uma saga mágica que vai instigar emoções e paixões.

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Cores de Outono já começa com a citação de José de Alencar - Cinco Minutos- 1856 , um clássico maravilhoso, linda homenagem!

'Nem suspeitavas então que,entre todos aqueles vultos indiferentes, havia um olhar que te seguia sempre e um coração que adivinhava os teus pensamentos, que se expandia quando te via sorrir e contraía-se quando uma sombra de melancolia anuviava o teu semblante.
Se pronunciavam o teu nome diante de mim, corava e na minha perturbação julgava que tinham lido esse nome nos meus olhos ou dentro de minh’alma, onde eu bem sabia que ele estava escrito.
E, entretanto, nem sequer ainda me tinhas visto; se teus olhos haviam passado alguma vez por mim, tinha sido em um desses momentos em que a luz se volta para o íntimo, e se olha mas não se vê.
Consolava-me, porém, que algum dia o acaso nos reuniria, e então não sei o que me dizia que era impossível não me amares.'

Ganhei este lindo marca página da autora!

A história é centrada em uma jovem chamada Melissa. Com a perda de seus pais, ela tem que cuidar de sua irmãzinha Alice. Regressou ao lugar de sua infância, nas montanhas de Campo Alto, o lar de seu avô materno George Wels. Lugar de aventuras, amigos, vizinhos misteriosos, saudades e paixões.

" Passamos por um período complicado nos últimos meses. Perdemos muita coisa e nossa vida mudou completamente... Voltar para a montanha foi um recomeço para todos... acho
(...) Eu cresci aqui. E tenho ótimas memórias da minha infância. Saber que minha irmã pode ter as mesmas experiências me deixa feliz  (...) Acho que uma coisa compensa a outra, viver meus contratempos pela felicidade dela. E para mim é só isso que importa agora."

Melissa é uma jovem de 21 anos, ela me fez lembrar a personagem de Jane Austen em Northanger Abbey - Catherine Morland, jovem, imatura, aos poucos compreendendo o mundo que a rodeia e também irritante em alguns momentos. Como dá nos nervos as atitudes dessas mocinhas. Acredito que Melissa irá crescer nos próximos livros, ainda não senti segurança em relação à ela.

(...) 'os anos melhoraram minha timidez, mas o familiar constrangimento sempre estava lá.'

Já sua irmã Alice, é um anjinho, muito mais madura que sua irmã, e acredite ela tem 5 anos, muito mistério em torno desta linda menina.

Como não falar do Vincent Dippel, ele me fez lembrar outro personagem de Jane Austen, o Mr. Darcy de Orgulho e Preconceito, sim aquele personagem que tem de tudo pra você odiá-lo e no final acaba suspirando. Veja como nossa autora o descreve:

"O homem alto de ombros largos usava um combinado preto, simples e perfeito. Seu físico atraente se movia na roupa justa enquanto ele caminhava ao meu encontro como um felino, elegante e sedutor.
Seu rosto possuía traços fortes, bonitos, mas sérios e de certa forma ele parecia triste. As sobrancelhas grossas emolduravam olhos penetrantes e o nariz reto, bem definido, completava lábios assimétricos. Seu cabelo liso, um pouco comprido, caía em mechas na testa fazendo o contraste de preto e branco. E essa aparência irreverente conferia-lhe um charme enigmático... irresistível. A imagem merecia um suspiro, se eu estivesse respirando.
Congelei para contemplar a perfeição e quando encontrei seus olhos turquesa, me perdi. Não consegui desviar. Era como estar hipnotizada, dominada por uma força maior."

Um dos momentos do livro que mais amei foi o baile, como lembrei a cena do filme de Orgulho e Preconceito (2005).

"(...) também fiquei pasma ao ver três figuras exuberantes paradas na grande porta de madeira entalhada.
− Eles vieram..."
"Aos poucos as pessoas o seguiam com os olhos e murmurinhos baixos indicavam que quase todos haviam reparado na chegada dos inesperados convidados."
"Os Von Berg estavam deslocados, realmente não pertenciam a este lugar. De longe pude ver Alex em um smoking escuro, se esforçando para manter o sorriso amistoso no rosto..."
"Viviana estava séria, talvez assustada com tantos olhares, mas a imagem da perfeição necessitava ser admirada."
"Vincent...Seus ombros largos e postura imponente se alinhavam ao smoking preto de caimento perfeito.
O cabelo negro e desalinhado caía em mechas na pele branca, mas estava bom assim, era seu charme."

Depois me falem se não faz lembrar!

Bom, não só de festa vive um personagem, após Melissa ter mais conhecimento e amizade com Vincent, ela acaba por descobrir que, o belo rapaz tem um segredo, que a leva para lugares repleto de fantasia e mistério. Que Vincent não é apenas um rostinho bonito, mas vive em pleno conflito entre o bem e o mal.

Os personagens secundários, são maravilhosos. Gostaria até de deixar aqui, minha sugestão para a autora. A família Von Berg, merece um livro a parte. Um livro de contos ou quem sabe relatando o inicio desta família , seus amigos e  inimigos!

Dois mundos paralelos cada qual com seus mistérios, ambições, surpresas, recheados de cheiros, cores, pactos de amizade, traições em que o amor predomina.

Posso estar errada, mas tanto Melissa quanto Vincent tem seu lado sombrio, ambos necessitam um do outro para crescer e entender, a magia que os rodeiam.

Apenas uma coisa me incomodou. Minha mãe sempre dizia: 'Cuidado, mulher que fala miando é um perigo', agora imagina um homem ronronando. 
'Sua voz grave soou mais melodiosa, baixa e irresistivelmente envolvente. Desta vez parecia um ronronar de gato.'
'ronronou com naturalidade, mas seu rosto confiante mudou quando viu minha expressão.'

Leia 'Cores de Outono' e descubra que desde o titulo, a capa, faz jus a uma história surpreendente. Um livro gostoso de ler, repleto de mistério e magia.

Ah! Tem surpresas no final, como um bônus. Ficaram curiosos! Vale apena ler!

Em breve Sombras da Primavera!

Fiz este singelo marca página,para a próxima leitora!

Assista o Book Trailler:

By Nice Sestari