quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Princesa Sultana #3/198

Olá Caros Viajantes!

Minha viagem foi pela Arábia Saudita e conheci Sultana, nome fictício desta princesa saudita, da  família real dos Al Saud. Esta trilogia foi escrita pela autora Jean Sasson, com a permissão da Princesa Sultana, através de seus diários.

Sultana nos relata que, mesmo vivendo na riqueza, a mulher árabe não tem valor algum. A mulher não é julgada por sua casta ou por sua classe social, ela é condenada simplesmente por ser mulher.

O primeiro livro nos apresenta Sultana ainda criança e sua família e, de início, já vai nos dando a entender porque esta princesa tenta dar seu grito de socorro para o mundo. As mulheres árabes são privadas de liberdade total. Oprimidas desde a tenra idade e só piora quando se tornam mocinhas, obrigadas a usar o véu e se casarem, ainda meninas, com homens velhos escolhidos por seus pais. A situação ainda é pior para as mulheres pobres.

Ali, irmão de Sultana, é o estereótipo do homem árabe, com os privilégios que tem diante do pai e da sociedade. Simplesmente revoltante o que esse Ali faz desde a infância e, pior ainda, quando adulto. Comete as mais duras atrocidades com crianças, moças, com suas próprias mulheres e filhas.

Sultana vai nos apresentando seu pai, um homem de coração duro, e sua delicada mãe, que sofre calada vendo como é difícil ser mulher neste país, mas ela aceita com resignação e faz com que suas filhas aceitem sua condição. Porém Sultana luta contra tudo isso e muitas vezes sofre as consequências de seus atos. Sua irmã preferida é a doce Sara, do qual o pai a obriga casar com um velho que comete as mais loucas atrocidades sexuais. Sara não suportando tudo isso, tenta o suicídio, e foi a única vez que a mãe de Sultana toma uma posição para salvar a filha.

Já no segundo livro, Sultana nos conta de seu casamento, a vida diferenciada de seu filho e de suas duas filhas. Nos relata casos de moças da família, amigas ou até mesmo desconhecidas que vão passando pela sua vida. Um caso mais triste que o outro, onde mulheres são subjugadas, condenadas sem direito a qualquer defesa, simplesmente porque um homem assim o quer. Apesar do estupro ser condenável neste país, os homens os fazem e ainda dizem que a mulher é a culpada. Crianças de seis anos são vendidas pelas mães para serem abusadas por homens ricos, que contratam monstros para buscarem essas crianças em outros países.

No terceiro livro, já com seus 50 anos, quase não tem forças para lutar, quando um fio de esperança nasce, a escuridão da maldade toma forças. Pra ajudar há os fiscais religiosos, 'Mutawas', são radicais que fazem de tudo para ver o circo pegar fogo. E tudo que acontece é em nome de Deus e nesta visão a mulher é vista como nada.

Há tanta violência contra a mulher, seus direitos são anulados, sua voz dominada por homens machistas, estupros, castigos horrendos, intolerância, prisão domiciliar, terrorismo psicológico, mutilações, mortes e, o pior de tudo, é que muitas mães e mulheres concordam com isso.

Em alguns momentos, Sultana nos dá esperança quando cita alguns homens que vê a mulher como igual, pais que permitem que suas filhas estudem fora do país, que escolham com quem irá se casar, que tenha carinho e respeito por elas. Sultana não desiste de lutar e consegue alguns aliados.

Foi uma trilogia de leitura envolvente, mas de momentos de muita revolta e indignação! Como, em pleno século XXI, ainda temos esse tipo de pensamento? O pior: de pessoas cultas e afortunadas! 

O coração dói de relembrar cada relato da princesa Sultana, das vítimas e de tamanha falta de humanismo.

Recomendo!

Esta trilogia faz parte do Desafio e do Projeto A Volta ao Mundo em 198 Países e também foi comentado no nosso Café Literário.


Boas Leituras e até breve!

By Nice Sestari


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Café Literário #2

Ahhhh! Nosso segundo encontro, em 27/11/18, me fez pensar bastante. Assim que finalizei, fechei os olhos e o livro lentamente e o abracei. Agradeci pela família que nasci, pela que formei e pelo país que chamo meu, Brasil. 

Foi com esse sentimento que fui para o nosso encontro, Lúcia e Nice também. No decorrer da leitura vamos nos falando e trocando idéias, curiosidades e sentimentos, nesse caso, angustiantes. Mas, como tudo tem seu tempo e sua hora, "A cidade do Sol" de Khaled Hosseini ficou para o próximo encontro. 

Os livros, nossas leituras nos entrelaçaram, e, nossas necessidades naquele dia eram outras. As conversas se estenderam até a madrugada... Imaginem quantas trocas... 

E, para o 3° encontro, adicionamos outra leitura "Princesa: A História Real da Vida das Mulheres Árabes por trás de seus Negros Véus" de Jean P. Sasson. 

Haja coração...
Nosso café com a participação da Ale Veras

Colaboradora Luciene Brigagão

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Meu livro de Cordel

Olá Caros Viajantes!
Esta leitura fez parte do Projeto 'Tem que Ler Mesmo?'  - Literatura de Cordel -
O que dizer desta autora que, com maestria vai contando os causos e na simplicidade nos cerca de doces poesias. Assim foi ler  este livro...
arquivo pessoal

Sinopse:
'Meu livro de cordel' traduz a ligação obstinada e profunda de Cora Coralina com os anônimos poetas nordestinos. A literatura de cordel, enquanto gênero literário, é trabalhada neste livro em 43 poemas. Cora Coralina homenageia os menestréis nordestinos, que para ela são 'irmãos do nordeste rude'. Com a simplicidade e a sabedoria de quem teve como grande mestra a própria vida, o que, em suas palavras, justifica a autenticidade de sua poesia arrancada aos pedaços do fundo de sua sensibilidade. Aqui ela apresenta-nos a alma dos rios, das pedras, dos gestos exaustos das lavadeiras; a simplicidade da vida, do amor e da morte. Cora revela sua profunda compreensão dos seres humanos, desde os atos mais rotineiros até os atos de heroísmo, nos versos do Meu Livro de Cordel.

**********

Das Pedras

Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.

Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro,
Tudo pedra.

Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.

Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.

Boas leituras!
By Nice Sestari


Veja também: Aninha e suas pedras
                          Cora Coralina

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Florbela Espanca

FANATISMO

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !

Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !

E, olhos postos em ti, digo de rastros :
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."


Veja a poesia da maravilhosa Florbela Espanca, nas vozes de Fagner e Zé Ramalho.
Simplesmente lindo!!!!


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Projeto Machado de Assis

Olá Caros Viajantes!

Quem aqui já não sentiu aquele calafrio quando, no Ensino Médio, o professor ou a professora chegou na sala e disse: Hoje vamos ler Machado de Assis.

Tem quem ame ou odeie, eu sou da turma que o ama. Não pensem que foi assim de imediato esse amor!

Só fui mesmo me apaixonar pelas obras de Machado de Assis na faculdade, ali foi uma descoberta incrível! Foi como tirar a venda dos olhos e começar a entender a sua maneira de escrever. Suas obras são repletas de ironia, personagens bem construídos, ele sabe como ninguém trabalhar o aprofundamento psicológico de cada personagem, suas críticas bem elaboradas, enfim, ele é o cara da literatura nacional.

Sempre fui da opinião de que, seja a respeito de qualquer escritor ou escritora, se ele ou ela escreve além dos romances, contos ou crônicas, acredito que a melhor maneira de apresentá-los é através dos contos. 

O conto tem uma narrativa curta, desenvolve uma estrutura fechada e tem apenas um clímax. O enredo não se desdobra em tramas menores e podem aparecer personagens protagonistas, antagonistas e coadjuvantes. 

Enfim, a estrutura básica do conto: Apresentação, complicação ou desenvolvimento, clímax e desfecho. Com  enredo, espaço, tempo, narrador e personagens.

Tudo isso só para convidá-los para participar do Projeto Machado de Assis. Ele escreveu mais de 200 contos, acreditamos que seja um bom motivo e estimulo para conhecê-lo.



O Projeto é simples, apenas uma maneira de conhecer melhor o escritor e sua obra e, mais pra frente, estenderemos para seus Romances, poesias, crônicas e muito mais!

Prazo
Hoje 18/02/2019  daremos início e não tem data definida para acabar.

Escolha dos contos

*O conto geralmente faz parte de uma obra maior. Por exemplo o Conto "Linha Reta e Linha Curva", está inserido na obra Contos Fluminenses. 

A escolha dos contos :

Contos Fluminenses (1870)

Histórias da meia-noite (1873)

Papéis Avulsos (1882)

Histórias sem data (1884)

Várias Histórias (1896)

Páginas Recolhidas (1899)

Relíquias de Casa Velha (1906)

Contos publicados em Jornal das Famílias, A Estação, A Gazeta de Notícias e outros.

Como acompanhar o Projeto

Ao final de cada leitura, publicaremos no blog nossas impressões do conto. Vamos colocando os links numa lista abaixo.


Onde encontrar os contos
Vocês podem visitar a Biblioteca mais próxima, pedir o livro emprestado para amigos, visitar sebos ou livrarias.
Além do livro físico, tem vários sites que disponibilizam as obras de Machado de Assis.
Usamos como base para fazer o Projeto este site veja aqui !

Participe conosco!  E não esqueça de dar os devido créditos!

Contos Lidos

Miss Dollar 


by Nice Sestari 



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Morte de Tinta III


Oi pessoal, tudo bem?! 

Hoje vou falar para vocês um pouco sobre o livro “Morte de Tinta”, da série “Mundo de Tinta”, escrito pela Cornelia Funke. Este é o último volume da série. Aliás, se quiser dar uma olhadinha nas postagens sobre os outros dois, é só clicar nos links abaixo: 



Bem, vamos lá.... 

Antes de falar minha opinião, encontrei este resumo maravilhoso. 


“Mundo de Tinta é um universo onde ficção e realidade se confundem e também o nome da trilogia iniciada com o best-seller Coração de tinta, seguida de Sangue de tinta e que chega agora ao fim com Morte de tinta. Nesse universo, um “língua encantada” é alguém que, ao ler uma história em voz alta, tem o poder de trazer o mundo dos livros para a realidade, assim como viajar ele mesmo, e levar quem estiver por perto, para o mundo fantástico da palavra escrita. É o que aconteceu com Mo, um encadernador de livros, e sua família, quando um dia, ao ler em voz alta seu livro favorito - Coração de tinta -, ele manda a mulher para o mundo da ficção, trazendo em seu lugar alguns vilões da trama.
Mo e sua filha Meggie acabaram transitando entre essa fronteira; viveram um bocado de aventuras nessas viagens e conheceram milhares de personagens incríveis - muitos deles malvados até a alma. Desta vez, com a ajuda de Dedo Empoeirado, Farid, Resa e Violante, Mo enfrenta o mais terrível de todos os vilões, o Cabeça de Víbora, numa batalha final, de vida ou morte.
Mas, antes dela, personagens já conhecidos dos livros anteriores vivem suas aventuras. Fenoglio, o autor de Coração de tinta, tem que combater Orfeu, plagiador que se utiliza de passagens de seu livro para reescrever e manipular a história. Meggie, ao se apaixonar por Farid, se depara com as alegrias e decepções do primeiro amor. Resa, mãe de Meggie, traz em seu ventre um novo herdeiro. E Mortimer, nosso herói, que no Mundo de tinta assume a personalidade do Gaio, espécie de Robin Hood, tem que lutar contra o próprio personagem que interpreta, já que pouco a pouco começa a se confundir com ele e a se esquecer de quem é no mundo real.” (Grupo Companhia das Letras) 


O último livro vem, então, trazer a continuação das aventuras no Mundo de Tinta. Claro que muita coisa ruim passa a acontecer, pois os vilões (porque tem muita gente ruim nessa história) não deixam as pessoas viverem em paz... mas temos o Gaio para ajudar nas mais diversas lutas! Mas toda esta atuação do Gaio, que na verdade é o Mo, deixam Meggie e Resa muito preocupadas; ele, que não queria ir, de jeito nenhum, para o Mundo de Tinta, agora não quer deixá-lo. 

Fenoglio, que é o autor do Mundo de Tinta, se encontra cada vez mais triste por ver que sua história está tomando um rumo totalmente diferente do planejado. Meggie e Farid encontram-se com objetivos diferentes, o que dificulta o relacionamento entre eles; e não poderia deixar de surgir um novo pretendente na área! 

Mas não vou contar muito, para não dar spoiler!! kkkkkkkkkkk 

São diversos acontecimentos que nos deixam intrigados e que nos fazem pensar se tudo vai acabar bem ou não. Confesso que, neste último volume, achei algumas partes um pouco lentas. Mas, é importante dizer que a autora é brilhante em sua escrita! Os capítulos finais são, simplesmente, maravilhosos! A história vai se desenrolando de uma forma mais envolvente. 

Se você ainda não leu e gosta de livros que falem sobre livros, esta é sua chance de aumentar a lista!


Por Ale Veras

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Quando coisas ruins acontecem as pessoas boas

Olá Caros Viajantes, mais uma viagem daquelas que você passa dias se questionando!

Este livro nos faz refletir nossas atitudes, conceitos e o que pregamos quando o sofrimento está no outro e quando chega até nós. 

Depois da morte de seu filho, com 14 anos na época, o Rabino Harold teve que reaprender a lidar com sua dor, mudar suas opiniões, atitudes e saber que a natureza segue suas próprias leis. 

O Rabino começa a ver Deus de uma forma diferente, às vezes estranha, quando coloca Deus de lado e começa a ser mais racional. 

Algumas partes do livro discordei, outras até agora faço minhas reflexões e estou em busca de mais detalhes em outros livros. 

Tenho certeza que Deus, na sua infinita bondade, nos dá forças e sabedoria, para suportar as surpresas da vida. Devemos ter em mente que Deus não é um mágico esperando o espetáculo começar, para que a platéia veja os seus “truques”. E que Ele não é um Pai rancoroso, que escolhe quem vai sofrer ou não. 

Mesmo no silêncio Ele está ali... o livro nos dá uma dimensão do quanto nos culpamos e sofremos, por falta de entendimento. Também cita livros e historinhas que torna o livro mais leve, em alguns momentos.

"Uma antiga lenda chinesa fala de uma mulher cujo o filho único morreu. Em sua dor, ela se aproximou do mestre e disse: 'De que orações ou encantamentos mágicos dispões para trazer de volta a vida de meu filho?!
... traze-me um grão de mostarda de um lar que jamais tenha conhecido a tristeza'..." pg 138

Vale apena ler o livro  para saber o final da lenda!
By Nice Sestari

sábado, 9 de fevereiro de 2019

# 11 Presente Literário

José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) foi escritor. 
Quando jovem foi carregador de bananas, instrutor de boxe e operário. Já em São Paulo, trabalhou como garçom de boate. Iniciou o curso de Medicina, mas não conclui. Recebeu uma bolsa para estudar na Espanha, não se adaptou a vida acadêmica.  
Junto com os irmãos Villas-Boas, se aventurou em uma viagem pelos rios da região do Araguaia. O resultado foi seu livro de estreia “Banana Brava” (1942), relata o mundo do garimpo da região.
José Mauro de Vasconcelos  também trabalhou em diversos filmes, recebeu o Prêmio Saci de Melhor Ator Coadjuvante e o Prêmio Saci de Melhor Ator.

Suas obras:
Barro Branco (1945) Primeiro sucesso de crítica
Longe da Terra (1949) 
Vazante (1951)
Arara Vermelha (1953)
Arraia de Fogo (1955)
Rosinha Minha Canoa” (1962) Esta obra foi utilizada no curso de Português na Sorbonne, em Paris. Foi seu grande sucesso.
Doidão (1963)
Coração de Vidro (1964)
Meu Pé de Laranja Lima (1968) Maior sucesso popular. Obra adaptada para o cinema e televisão.
Rua Descalça (1969)
O Palácio Japonês (1969)
Farinha Órfã (1970)
Chuva Crioula (1972)
O Veleiro de Cristal (1973)
Vamos Aquecer o Sol (1974)


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Café Literário #1

Olá Caros Viajantes!

Hoje vamos contar pra vocês a importância dos livros nos laços afetivos.

Faz mais ou menos uns 3 anos que conheci a Luciene, através de uma amiga em comum. Primeiro foi virtualmente, ela participou conosco do Desafio 'Tem que ler mesmo? em 2015, hoje conhecido como Projeto 'Tem que Ler Mesmo?'. E de lá pra cá fomos estreitando nossa amizade, sempre falando de livros.

Em agosto de 2018, fomos fazer um curso na Biblioteca aqui do bairro, e  de pronto uma moça chamada Lúcia nos cativou por sua alegria. Conversa vai e conversa vem, chegamos nos livros e logo ela entrou no nosso Projeto. Ela gostava de ler, mas com o tempo havia se afastado das leituras.

Como moramos na mesma cidade, sugeri uma leitura conjunta, e logo a Luciene e a Lúcia toparam. Aí veio o dilema: qual livro escolher? Cada uma de nós estava numa vibe diferente de leituras. Pensamos e resolvemos começar com uma leitura bem light .

O livro escolhido foi "O Duque e Eu", da autora Julia Quinn, e para comentar sobre a leitura, marcamos nosso primeiro café literário. No dia 19/09/18, na casa da Lúcia.
Galera, tenho que confessar pra vocês que foi um encontro maravilhoso; só para terem uma ideia chegamos às 15h30 e saímos às 23h, daí vocês já imaginam que o papo rolou solto. Junto conosco estava a Ale, que veio nos prestigiar e aproveitar as guloseimas.

Sobre o livro, nossos apontamentos foram unanimes em alguns aspectos, achamos que em alguns momentos a escritora forçou a barra e que em outros ela correu demais, ficou um pouco a desejar.

Há também momentos divertidos, principalmente a conversa da mãe com sua filha, antes das núpcias. Todas nós suspiramos pelo Simon Basset,  Duque de Hastings, ele é a alegria das mães e o sonho de qualquer moçoila. Já Daphne Bridgerton, com sua personalidade marcante, atravessa o caminho do galanteador Duque, muita coisa pode acontecer. Questionamos algumas atitudes do casal antes e depois do casamento.  Uma história de amor, um pouco apimentada, momentos de risos e alguns de espanto. Enfim, foi uma leitura 4 estrelas. 

Corre na boca miúda que Julia Quinn é a Jane Austen contemporânea, porém chegamos a conclusão que não.

Como é uma coleção de nove livros, resolvemos não dar continuidade, porém cada uma ficava livre para ler, caso quisesse. A Luciene já leu o segundo!

Estreitar amizades, compartilhar a mesa, dividir opiniões e, além de tudo, poder falar de livros, isso não tem preço!

A leitura escolhida para o próximo  Café Literário foi  "A cidade do sol", de Khaled Hosseini. 

Esperamos que este post inspire vocês a fazerem um Café Literário na sua casa, no seu bairro, na igreja, na praça... o lugar não importa e sim com quem dividir suas leituras.

By Nice Sestari




terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Ordem do Dia: Reciclar!!

Olá Caros Viajantes!

Este post não será sobre livros, mas uma ideia simples e útil !
Eu iria jogar fora o calendário de mesa de 2018, aí parei e pensei... posso reutilizá-lo para as plataformas de leitura do Projeto "Tem que Ler Mesmo?'  .

Bingo!!!!!!



Ficou super legal! Foi bem simples de fazer e quis dividir com vocês.
Imprimi as plataformas de cada mês, colei com cola branca e, em alguns meses, colei uns adesivos (esses que vem em caderno), custo zero.
Vocês podem colocar a lista dos livros do mês, outros Projetos, enfim, o que vocês desejarem!
Até a próxima com mais umas arteirices. Ah! E boas leituras!
by Nice Sestari

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

A Comédia dos Anjos

Olá Caros Viajantes!
Quando você pega um livro e vê que a viagem será muito divertida. Assim foi com este livro da autora Adriana Falcão.

Sinopse 
"Em 'A comédia dos anjos', a protagonista é D. Madalena, uma fantasma bisbilhoteira que volta logo depois do enterro para tentar endireitar a vida da filha. Separada e com um filho, a moça namora um dono de bar falido. Enquanto isso, pensa no ex-marido, jogador de futebol, que escolheu a carreira em lugar da família. Ao contrário do que se poderia prever, a chegada da divertida fantasma não gera horror. A surpresa é logo coberta pela personalidade forte da velhinha, que quer continuar a jogar baralho com as amigas e dar um jeito para o novo genro ganhar dinheiro no bar." 

********** 

Um livro muito divertido, com várias tiradas engraçada. A mãe que mais atrapalha a vida da filha do que ajuda. Tem marido, namorado, fofoqueiras de plantão, jogo de póquer, futebol e eventos sobrenaturais. Pois bem, mistura tudo e dê boas gargalhadas!!!! 

São personagens bem construídos, tem a dinâmica dos diálogos divertidos, uma leitura leve. 

"Para contar a história, a autora se vale não apenas dos fatos objetivos, mas também do olhar que cada personagem possui sobre esses mesmos fatos. Assim, o leitor é convidado a ler a história sob diversos pontos de vista, que extrapolam os do narrador ou das personagens principais." 

Tem também um lado para reflexão. 

Há momentos na vida, que devemos fazer algumas escolhas, sabe aquele lance: 'Não sei se caso ou compro uma bicicleta!" 

Ou deixamos que outras pessoas conduzam a nossa vida! Mas, reflexões a parte... rir foi o melhor. 

Levante a mão quem não tem uma Dona Madalena na família... gente nem no além a pessoa dá sossego, muito hilário. 

Recomendo. Ótimo para trabalhar em sala de aula!
By Nice Sestari

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

História de Dois Amores

Olá Caros Viajantes!
Hoje nossa viagem será para o encantamento da simplicidade!
História de Dois Amores de 1985, o poeta Carlos Drummond de Andrade e o cartunista Ziraldo produziram uma bela obra, divertida, cheia de sentimentos e de uma singeleza ímpar. 

Começa com a história dos amigos Osbó e Cacundê, gerada na confiança. Mais a frente Osbó se torna amigo de um pulgo chamado Pul. Drummond com tamanha delicadeza trabalha os defeitos e qualidades, com maestria e doçura. 

“... O amor aproxima, reúne as criações de Deus. Eu me sinto hoje mais perto de você do que antes...” 

Além do amor amigo, nosso caro escritor fala do amor, aquele de romance. Osbó conheceu Zanzul e Pul o pulgo mais chato que conheci, se enamorou da pulga de olhos brilhantes, Quéria. 

“E assim viveram felizes toda a vida dois elefantes e duas pulgas, unidos pela mesma corrente de amor, a qual não move apenas pulgas e elefantes, mas, como disse o poeta, move igualmente o sol e as estrelas.” 

Este livro é de se apaixonar! Recomendo!
By Nice Sestari