sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O Diário da Princesa

O Diário da Princesa/ A Princesa sob os holofotes/ Princesa Apaixonada  

- Meg Cabot –



O Diário da Princesa 

Nos apresenta Amelia Mignonette Grimaldi Thermopolis Renaldo, ou simplesmente Mia, filha de uma artista plástica e de um príncipe, até então um pai distante. Tem uma amiga Lilly Moscovitz, fiel escudeira.

Na escola é uma menina feia e sem graça, mas sua vida muda de pernas para o ar, quando recebe a visita de sua avó paterna, a rainha de Genovia.

Sua avó deseja que ela seja a princesa do pequeno país. Imagine, não foi fácil pra ninguém! Muitas confusões, romances, encontros e desencontros e mais confusões diplomáticas e por aí vai.

Um narrativa envolvente e leve.



A Princesa sob os Holofotes - Agora Mia já está um pouco mais acostumada com a realeza. (Ou não?!) Sua avó não dá trégua; sessões de tortura ainda mais engraçadas.

A certeza para quem bate mais forte seu coração. Será que o nome Michael está na lista!?

A surpresa de que ganhará um irmãozinho (Rochy) e a surpresa maior de saber quem é o pai!!!!

Exposição ao máximo em um programa de televisão, nos Estados Unidos, revelações bombásticas.

Mia é uma adolescente sensível e doce, atrapalhada e inteligente.

Como disse uma leitura bem gostosa e divertida.



Princesa Apaixonada – Neste, Mia está numa fase de gostar de um e estar com outro. Fazer ciuminho daqui e dali e perdendo seu tempo, de não estar perto do seu verdadeiro amor.

Continua a marcação cerrada de sua avó e suas belas torturas (rs).

Mia tem sua vida muito agitada, como: a apresentação para sociedade, o glamour, conflitos existenciais, quebra de regras, a ira de sua melhor amiga e o trono de Genovia cada vez mais perto.

A autora, Meg Cabot, sabe amarrar bem a história. Foi prazeroso ler e deixar o coração ser um pouco adolescente. Faz bem de vez em quando!

Listinha básica da Coleção O Diário da Princesa

1 - O Diário da Princesa

2 - A Princesa Sob os Refletores

3 - A Princesa Apaixonada 

4 - A Princesa à Espera

5 - A Princesa de Rosa-Shocking 

6 - A Princesa em Treinamento

7 - A Princesa na balada 

8 - A Princesa no limite

9 - Princesa Mia 

10- Princesa para Sempre

Guias

1. Lições de princesa

2. Perfect Princess (não será lançado no Brasil)

3. Holiday Princess (não será lançado no Brasil)

4. O presente da princesa
  
By Alessandra Veras

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Poesia Canção do Exílio

Murilo Mendes de forma ousada escreve sua 'Canção do Exílio', com humor critica a ( tão atual) realidade cultural brasileira. Faz uma paródia da célebre 'Canção do Exílio', de Gonçalves Dias.
Nos mostra que temos muito a oferecer e que tudo que temos tem valor, pena que o povo ama o estrangeirismo e valoriza a cultura do outro.

Canção do Exílio
                                   Murilo Mendes

Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas.
Os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossa flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil-réis a dúzia.


Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de identidade!
                                                                                                                                        
                                                                                                                                              Extraído do livro: Poemas e Bumba-meu-Poeta




Canção do Exílio
                            Gonçalves Dias


Minha terra tem palmeiras, 

Onde canta o Sabiá; 
As aves, que aqui gorjeiam, 
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas, 
Nossas várzeas têm mais flores, 
Nossos bosques têm mais vida, 
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite, 
Mais prazer eu encontro lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores, 
Que tais não encontro eu cá; 
Em cismar - sozinho, à noite - 
Mais prazer eu encontro lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra, 
Sem que eu volte para lá; 
Sem que disfrute os primores 
Que não encontro por cá; 
Sem qu'inda aviste as palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 

                                                                                            De Primeiros cantos (1847) 



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Poesia - Manuel Bandeira



O Bicho

        (Manuel Bandeira - Estrela da Vida Inteira)





“Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem”.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Poesia - Murilo Mendes

Reflexão e Convite
                      Murilo Mendes

Nós todos estamos na beira da agonia
caminhando sobre pedras angulosas e abismos.
Ninguém ouve o barulho da banda de música
que está ali firme do outro lado do século.

Encontramos o sonho e o pusemos no altar.
Incenso e adoração, culto ardente pra servir.
Saímos dos planos múltiplos do sonho,
não nos integramos na ciência da total realidade.

Vamos colher as flores grandes que crescem nos abismos
e apreciar as explosões da luz de dois universos.
Apressando o passo estaremos do outro lado do século
ouvindo o barulho da banda de música que não pára nunca.
                                Extraído do livro Poemas e Bumba-meu-Poeta 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A bibliotecária de Auschwitz

Oi pessoal! Hoje venho fazer uma pequena resenha deste livro maravilhoso: A bibliotecária de Auschwitz, de Antonio G. Iturbe.

Dentre os diversos livros sobre Segunda Guerra Mundial que existem (e realmente são muitos com essa temática), este não pode faltar na estante. Apesar de todo o contexto triste, gosto muito deste tema. Já li também “O diário de Anne Frank” e “A menina que roubava livros”, que também podem ser incluídos na estante.

Qual o diferencial deste livro? É que a protagonista ainda é viva! Ela sobreviveu ao campo de concentração! (no livro, o autor pôde se encontrar com ela para poder escrever toda a história)

A história se passa no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, um dos piores campos – se não o pior de todos- que existiram durante a Segunda Guerra. Enquanto muitos chegavam e já iam direto para as câmaras de gás, Dita e seus pais foram para o “Campo familiar”, que os nazistas usavam como “modelo” para que as pessoas acreditassem que os judeus eram bem tratados. O barracão 31 era o refúgio das crianças. Ali, clandestinamente, Hirsch organiza uma escola, para dar mais coragem às crianças e jovens.

Por ver a coragem de Dita, Hirsch confia a ela alguns livros. Eram poucos, mas os nazistas não poderiam nem sonhar que eles existiam. Daí a tarefa desta jovem, no meio de tanta crueldade, doenças, tristeza...

Muitos personagens entrelaçam a história e nos deixam ainda mais próximos a eles, imaginando como pode o homem ser tão cruel. A história é triste, mas ao mesmo tempo nos faz refletir o quanto somos privilegiados e o quanto podemos fazer para ajudar o próximo. E claro, não permitir que esta história volte a acontecer!


Dita Kraus - sobrevivente e protagonista do livro
Este pequeno texto quer instigar a curiosidade de vocês, leitores, para esta emocionante história. Como pode a mente louca de UMA pessoa mudar a mentalidade de uma nação? Somos todos iguais; perante Deus não há diferença de crença, cor, opiniões. Podemos e devemos fazer este mundo ser melhor! O respeito é a maior prova de amor que podemos dar para uma pessoa.


By Alessandra Veras

OBS: imagens retiradas da internet

sábado, 1 de agosto de 2015

Os elefantes não esquecem

Hoje, trazemos para vocês uma breve resenha....


Quando li o nome deste livro, achei bem estranho. Até porquê já conhecia a história de que elefantes possuem uma memória ótima. Mas será que tinham matado elefantes na história? ... Não, não era nada disso...

Agatha Christie é uma autora famosíssima por escrever romances policiais. Já pude ler alguns como: O homem do terno marrom, Testemunha ocular do crime, Morte no Nilo e O caso dos dez negrinhos. Todos estes ficam como sugestão de leitura, são ótimos! Mas não me lembrava de ter lido algum com o famoso Hercule Poirot.

Bem, este contava com o famoso detetive. A história fala de uma famosa escritora de romances policiais, Sra. Oliver, que é bem discreta e evita ter contato com muitas pessoas. Em um almoço é indagada por uma mulher, que ela não conhecia, a Sra. Burton-Cox, sobre o falecimento dos pais de Célia, noiva de seu filho Desmond. Já havia 14 anos que eles tinham falecido...ou melhor, se suicidado, segundo a polícia, e ela não tinha mais contato com a afilhada Célia.

A partir disso toda a história se desenrola e a Sra. Oliver pede ajuda para o seu amigo, Poirot. O título do livro tem relação com o pensamento da Sra. Oliver, que diz que existem pessoas que não se esquecem dos fatos, mesmo com o passar dos anos. Por isso a expressão “os elefantes não esquecem”.

A história flui muito bem, uma leitura muito tranquila e, claro, um final surpreendente. Confesso ter gostado mais dos outros títulos mencionados, mas não foi uma leitura em vão. Agatha Christie é sempre uma ótima leitura!


E você? Já leu algum livro desta autora brilhante? Conta aí pra gente...

OBS: ganhei este lindo box com os três livros. Todos de capa dura, muito lindos!
By Alessandra Veras