quinta-feira, 21 de março de 2019

# 12 Presente Literário

Maria Firmina dos Reis (1822-1917)
Considerada a primeira romancista brasileira, publicou seu romance 'Úrsula' (1859). Já em 1887 publicou seu conto 'A Escrava', na Revista Maranhense. Muito ativa colaborou na imprensa local, era abolicionista, participou de antologias, fez várias composições musicais, foi a primeira a criar as aulas mistas.
Em São Luis no Maranhão, na Praça do Phantheon, dentre vários bustos de importantes escritores está o de Maria Firmina dos Reis. Detalhe que é a única mulher.

Suas Obras:
Romance
Úrsula (1859)



Poemas publicados

em Parnaso Maranhense (1861), A Imprensa, Publicador Maranhense, A Verdadeira Marmota, Almanaque de Lembranças Brasileiras, Eco da Juventude, Semanário Maranhense, O Jardim dos Maranhenses, Porto Livre, O Domingo, O País, A Revista Maranhense, Diário do Maranhão, Pacotilha e Federalista.

Cantos à beira-mar - Poesias (1871)

Conto
A Escrava (1887) - A Revista Maranhense n° 3
Gupeva (1861/62) O Jardim dos Maranhenses e (1863) Porto Livre e Eco da Juventude

Composições Musicais
Letra e música -
Auto de bumba-meu-boi
Hino à Mocidade
Hino à liberdade dos escravos
Rosinha
Pastor estrela do oriente
Canto de recordação “à Praia de Cumã”

Valsa - letra de Gonçalves Dias e música de Maria Firmina dos Reis

A Edições Câmara, disponibiliza gratuitamente para download o livro Úrsula e outras obras. Veja aqui

terça-feira, 19 de março de 2019

O Apelo da Selva

Olá Caros Viajantes!
Hoje vamos viajar por uma história que te faz refletir, chorar, rir, odiar, amar e perceber o quanto somos iguais, quando a vida não nos dá escolhas.
Jack London, nos conta a história de Buck, 'que nem era cão domesticado nem de canil' ... 'ele era o rei, rei de tudo naquele sítio..., rei até dos homens'. Seu pai Elmo, era um são-bernardo e sua mãe Shep, uma pastora escocesa de raça. 

Em 1897, com a descoberta das minas de Klondike, muitos homens partiram para o norte gelado. Certa noite a traição de um empregado da casa, Buck foi levado, vendido e nunca mais viu seu amado dono. 

Com tanto sofrimento e novidades pela frente Buck, percebe que terá que mudar e como instinto de sobrevivência sua personalidade vai mudando e aprende como lidar com os homens e outros cães, que nem sempre são seus amigos. 

"A sua evolução (ou involução) foi rápida. Os músculos tornaram-se-lhe rijos como aço e 
acabou por ficar insensível a todas as dores vulgares. Conseguiu uma economia interna e externa... A vista e o olfato tornaram-se-lhe extraordinariamente finos, e o ouvido desenvolveu-se nele com tal agudeza que, mesmo ao dormir, ouvia mais indistinto e sabia distinguir se ele pressagiava a paz, se perigo. Aprendeu a arrancar com os dentes o gelo que se lhe encravava entre os dedos das patas; e quando cheio de sede, deparava com uma espessa camada de gelo formada sobre a fonte, sabia quebrá-la, ... A sua característica mais especial era uma habilidade extraordinária para farejar o vento e prevê-lo uma noite antes." 

"E aprendia tudo isso não apenas por experiência, mas porque instintos há muito adormecidos nele acordavam." 

Buck também consegue encontrar uma mão amiga, chamada John Thornton. O amor que Buck sentia por ele não parava de crescer, fortes emoções esses amigos viveram. 

Mas, Buck sentia o chamado mais íntimo, que o fazia se distanciar cada vez mais de tudo e de todos. 

"Das profundezas da floresta soava um apelo; e todas as vezes que ele ouvia essa voz, misteriosamente vibrante e hipnotizadora, sentia-se tentado a voltar as costas ... para mergulhar na floresta e ir para longe.." 

Um livro que te deixa com ressaca literária!

Até a próxima e boas leituras!

Conheça Caninos Brancos

By Nice Sestari

sábado, 16 de março de 2019

Leituras da Série Vaga-Lume


Oiii pessoal, tudo bem?
Lá no Projeto “Tem que ler mesmo?”, neste semestre, colocamos como desafio ler obras da série Vaga-Lume. Então, passeando pela biblioteca, aproveitei para pegar 2 livros emprestados, que são: A Ilha Perdida e Missão no Oriente.
Falarei um pouquinho deles aqui...


“A Ilha Perdida” – Maria José Dupré
A história conta a aventura de Henrique e Eduardo que, ao ir passar uns dias na casa do padrinho, perto de Taubaté, se aventuram em descobrir os segredos da Ilha Perdida. Os irmãos não medem esforços para chegar à ilha e até enfrentam os perigos do Rio Paraíba para cumprirem esta missão. Mas, o que os garotos não imaginavam, é que já haveria um habitante na ilha, aliás, muito misterioso.
A autora traz uma narrativa muito gostosa de ler e nos coloca bem perto da natureza. Ao nos aventurarmos junto com Henrique pela ilha, entendemos como é importante o equilíbrio entre a natureza e o homem.
Os meninos também nos lembram de sempre, em qualquer hipótese, não fazer as coisas escondidos. Pensa no perrengue deles: a canoa levada pela correnteza do rio, um dos irmãos perdidos na ilha e os padrinhos que não sabiam onde os meninos estavam. Enfim, vale a pena dar uma boa lida!




“Missão no Oriente” – Luiz Puntel
O livro aborda a história de Mônica, uma descendente de japoneses que vai atrás do avô no Japão. Não conseguindo passar no vestibular, ela decide fazer esta viagem, sem saber que aconteceriam muitos fatos que a transformariam.
O choque cultural é mostrado ao longo da história, no dia a dia da personagem. Mas, ela encontra amigos que fazem com que os dias sejam menos penosos. Junto a Mário, Nélson e Taeko, sua amiga de infância, a missão de encontrar seu avô vai sendo compartilhada.
Mônica se depara com pessoas misteriosas, que sempre lhe falam do florescer das cerejeiras ou do encontro que ela deve ter consigo mesma.
Confesso que este livro me prendeu bastante (mais do que A Ilha Perdida)!
Pode-se aprender, inclusive, algum vocabulário japonês, palavras simples mas que são explicadas ao longo de toda a história. Outro ponto é o amadurecimento da personagem que, tomando contato com a cultura japonesa, vai se aceitando enquanto descendente.

O bom de ler estas duas histórias é que falaram de lugares que conheço, como Taubaté, Rio Paraíba, o bairro da Liberdade, então nos sentimos próximos dos personagens e de toda a narrativa.


Por Ale Veras

sexta-feira, 15 de março de 2019

Projeto Desencalha #2

Olá  Caros Viajantes!

Depois de desencalhar 'Uma Sombra na Parede', vamos desencalhar mais um livro!

Olha o sortudo aí!!!

                                        (Cancelei esta leitura! Não me agradou) 12/04/19



Quer saber mais sobre o Projeto Desencalha e a lista de livros para desencalhar? Veja aqui!

Conheça também o Projeto 'Tem que Ler mesmo?' Aqui

Boas Leituras!  

By Nice Sestari

quarta-feira, 13 de março de 2019

Capitães da Areia #2/27

Olá Caros Viajantes!

Viajamos pela Bahia, junto com Jorge Amado e conhecemos os "Capitães da Areia". Publicado em 1937, cheio de polêmicas, mas ressurgiu das cinzas em 1944 e deixou sua marca.

O autor nos apresenta uma realidade crua e ao mesmo tempo poética, até hoje conhecida por nós. Parece que nada ainda se fez para mudar a realidade de tantas crianças e jovens que vivem à margem da sociedade.

Os meninos de Capitães da Areia vão nos envolvendo em seus sonhos ou a falta deles, na realidade do seu dia a dia, nos planos para ter o que comer, no saber dividir suas dores, nas maldades que todo ser humano tem guardado, basta atiçar. A vontade de mudar, a busca incessante por amor e serem vistos como gente.

Cada personagem tem sua história e seu valor, com uma crítica social forte. Há personagens como o padre José Pedro e Don'Aninha, a mãe de santo, que se compadece com a situação daquelas crianças e tenta cada qual da sua maneira ajudar aqueles meninos, mas nos mostra claramente que 'Uma andorinha, não faz verão'. E há outros que colaboraram mais e mais para que estes meninos se tornassem marginais.

No meio das dores de quem vive nas ruas, o autor mostra a solidariedade, ajuda mútua a vontade de amar e ser amado e a esperança muito pulsante em alguns personagens.

Apesar de serem ainda jovens, algumas atitudes e falas são de homens feitos, mostrando como a realidade da rua lhes tira o que há de mais precioso: a infância.


"..., o Professor, desde o dia em que furtara um livro de histórias... se tornara perito nestes furtos... era o único que lia corretamente entre eles... Mas o treino diário da leitura despertara completamente sua imaginação, e talvez fosse ele o único que tivesse uma certa consciência do heroico das suas vidas. Aquele saber, aquela vocação para contar histórias, fizera-o respeitado entre os Capitães da Areia."

“Por isso na beleza do dia Pirulito mira o céu com os olhos crescidos de medo e pede perdão a Deus tão bom (mas não tão justo também…) pelos seus pecados e os dos Capitães da Areia. Mesmo porque eles não tinham culpa. A culpa era da vida…” 

Esta leitura faz parte do Desafio,   Lendo BrasilProjeto'Tem que Ler Mesmo?'
By Nice Sestari




terça-feira, 12 de março de 2019

Dia do Bibliotecário - 12 de março

Olá pessoal!!!

Hoje, estou aqui para falar de uma data muito especial: 12 DE MARÇO, DIA DO BIBLIOTECÁRIO!


Muitos acreditam que é uma profissão sem necessidade, que os livros um dia vão acabar, ou que só estudam para organizar estantes. Eu posso dizer, com toda a certeza, que nada disso é verdade! 


Sou bibliotecária e a cada dia que passa descubro algo novo na área. A informação é nossa matéria prima, por isso, podemos trabalhar em muitos lugares. Confesso que gosto mesmo é da biblioteca, com gente entrando e saindo, vários livros para organizar, realizando empréstimos e devoluções, catalogando e classificando, acolhendo as dificuldades e angústias dos usuários... mas sempre se mantendo atualizada!

E nunca é tarde para lembrar: SE TEM BIBLIOTECA, TEM QUE TER BIBLIOTECÁRIO! 

E para ser bibliotecário é preciso cursar a faculdade de Biblioteconomia e ter um registro, junto ao Conselho Regional de Biblioteconomia. Ah, também temos um Sindicato, que nos ajuda com diversas informações.

Quantos bibliotecários você conhece?

Aproveito para lançar um desafio... que tal visitar a biblioteca mais próxima a você e dizer um "olá" ao bibliotecário/a?! Incentive as pessoas que você conhece a valorizarem esta profissão! 

Quer saber mais? Acesse o link do CRB8
Aproveite e assine a petição "Biblioteca Escolar para Todos". Clique aqui

Por Ale Veras

segunda-feira, 11 de março de 2019

Uma Sombra na Parede


Olá Viajantes!

O primeiro que desencalhou do Projeto Desencalha - saiba mais aqui - foi o livro de Josué Montello, "Uma Sombra na Parede".

Este livro "revela o domínio que o autor tem em abordar o inconsciente do universo feminino".
                                       
Bem estruturado e de forma simples, o autor vai nos levando pelas mãos de Ariana aos conflitos de sentimentos e à maneira de certas atitudes, faz descobrir que nem sempre o que queremos está realmente em nossas mãos.

Não temos domínio pelo outro e nem de seus sentimentos. Ariana vai criando um turbilhão de emoções, muitas vezes, não tão claras nem pra ela e nem para os que convivem com ela. Malu tem uma participação fundamental para a descoberta das angústias de Ariana. 

Com pano de fundo São Luís do Maranhão, repleta de tradições e convenções, Ariana se envolve com a presença da morte, com o desprezo, as fofocas, casamentos desfeitos e olhares desconfiados. Porém, ela desperta paixão e desejos de ambos os sexos, a amizade fraternal e o carinho gratuito de pessoas simples.

Ariana busca seu lugar na vida, na sociedade, até mesmo no espaço de seu lar. Todas as respostas estavam ali claras em seu coração, só que na mistura densa da nuvem de medo, desejo proibido e de pessoas significativas ao seu convívio. 

"Na verdade - reconhecia agora Ariana, sentindo a noite crescer em derredor - viera até ali em busca de si mesma, como se aquela paz, aquelas vozes, aquele cheiro de terra úmida, a que se misturara o aroma da latada do jasmineiro sobre os paus da cerca, na divisa do terreno, lhe restituíssem alguma coisa que não saberia precisar e definir e que participava de sua própria condição, naquela hora, naquelas circunstâncias." pg 91

O personagem Marcelo foi o que mais claramente definiu Ariana num tom tranquilo e cheio de ternura.

"...Eu estava na janela, recostado no balcão, quando vi uma sombra na parede. Uma sombra nítida, bem recortada, na parede branca..." pg 39

Boas leituras e até breve!
By Nice Sestari













quarta-feira, 6 de março de 2019

Sete Minutos Depois da Meia-Noite

Olá Caros Viajantes!

Hoje trago pra vocês um livro juvenil de fantasia (2011); a ideia original é de Siobhan Dowd, escrito por Patrick Ness com ilustrações de Jim Kay.
Este livro vem com uma carga emocional forte, temas como perdas, luto, separações, desprezo, incompreensão, medos e, ao mesmo tempo, fala de amizade, amor, gratidão, coragem e esperança.

"_ Você não escreve sua vida com palavras _ explicou o monstro. _ Você escreve com ações. O que você pensa não é tão importante. Só é importante o que você faz." pg.149

O autor usa um garotinho de apenas 13 anos para nos mostrar os desafios que a vida vai traçando, sem pedir licença, sem se importar com sua opinião. Conor nos representa em sua totalidade. Por ser ainda criança, nos mostra como é vulnerável no âmbito familiar, no seu meio social e consigo mesmo, com seus medos e com vergonha dos seus pensamentos.

Outros personagens nos fazem refletir e perceber o quanto a vida é frágil, no caso da mãe de Conor, ela tem uma doença terminal e sua maior preocupação é seu filho. Como mãe, ela tenta de todas as formas fazer com que o filho enfrente com coragem sua realidade; com gestos de amor, ela vai semeando a vida de seu filho com senso de justiça, coragem, paciência e  gratidão. Ela não pode contar com o ex marido, este além de já ter formado outra família, tem personalidade fraca e é ausente como pai para Conor . 

Já a avó de Conor demonstra ser uma pessoa forte, apegada ao passado, de difícil diálogo e de pequenos gestos de carinho, porém está com muito medo de aceitar que, em breve, perderá a filha e terá que refazer a vida para cuidar de seu neto. São tantos conflitos de sentimentos!  

Nos identificamos em cheio com Conor, dividimos com ele toda angústia e medo. E com maestria o autor mistura drama, fantasia e uma pitada de terror, representado pelo monstro, que toda a noite exatamente aparece às 00h07, para fazer com que Conor fale o que realmente carrega em seu coração.

Conor com toda a situação, não tem tempo para vivenciar sua adolescência e nem mesmo fantasiar seus dias. Porém, o monstro não dá trégua e insiste em contar três histórias para que ele reflita que nem tudo o que parece é, que ele se reconheça e aceite toda e qualquer situação. O monstro exige que Conor conte a quarta história, que o fará encarar aquilo que ele mais tem medo.

"...Isso foi algo que o monstro com certeza lhe ensinou. As histórias eram animais selvagens e iam em direções inesperadas."  pg 104

Mesmo que o monstro da árvore pareça seu inimigo, ele vem para ajudar e fazer com que Conor cresça e tenha uma vida plena.

"_ Histórias são importantes _ disse o monstro. _ Elas podem ser mais importantes do que tudo. Se forem sinceras." pg 107

Um livro envolvente, bem construído, que nos faz chorar, refletir e, principalmente, nos questionar sobre a vida!

Há também o filme de mesmo nome, maravilhoso e fiel ao livro. Vale conferir!



Até a próxima e boas leituras!
By Nice Sestari


sábado, 2 de março de 2019

Dalva Rodrigues

Olá Caros Viajantes!

Sempre temos que estar atentos as delicadezas e aos presentinhos da vida!


A Alegria de vermos um comentário, as visitas aos blogs nos traz muitas surpresas. E foi assim que conhecemos a Dalva Rodrigues do blog Pinceladas Papo e Poesia. Sua página é muito linda e suas poesias nos deixa com a alma cheia de alegria!

E com o coração feliz, divido com vocês uma de suas poesias. Lembrando que foi com autorização. Visitem o blog da Dalva, tenho certeza que vocês irão se apaixonar.


Urgência

Tenho pressa
Uma pressa sem sentido
Com todo o sentido
De tudo...
Ou de nada.
Recolher livros, fotos, papéis
Publicar os rascunhos
Desatar nós
Arejar a casa
Varrer o quintal
Podar as árvores
Lavar as roupas
Ao cair da noite repousar 
Aliviar o peso dos anos
Adormecer ouvindo vozes do passado
Limite quase palpável do presente.
Texturas, odores
Passos
Acordes de viola
Brasa no fogão
Filão de pão
Café coado
Pé no chão.
Lá fora o dia brota
Ouço o sarilho cantando
O balde que salta
Água fresca que sobe
Salpicando estrelas
Quando beijada pelo sol.
Caneca de alumínio areado
Sede matada.
Chão de terra socada
Chitas no varal
Pipas
Árvores
Frutas
Balanços
Risos
Latidos
Livros
Pirilampos
Lamparinas
Cantorias
Noites de neblina 
Fecho os olhos...
Abro e já é dia
Acordo do ontem
E ainda é vida.
Nos ponteiros das lembranças
Muito tempo se passou
Vida que passa
Tudo que se foi
Tudo se faz presente.
Lá fora o mesmo sol
No quintal limoeiro seco
Não é o pé de laranja lima
Este, cortaram há muito tempo.
A água sai da torneira
Não tem som de guizos
Nem lembram pequenos príncipes.
Pelos dourados
Tornaram-se ninhos de pardais.

Não sei de onde vem
Esta urgência em arrumar meu desarrumado
Muito menos para onde vai.
Só sinto que preciso estar pronta
Ajeitar na mala da vida
Tudo que é tanto
E no entanto é nada.
Talvez nem precise dela.
E mesmo que seja assim
Quero estar pronta
Alma sempre lavada
Batom rosa
Sorriso nos lábios. 
O que não sei
Sei, me espera! 

Dalva Rodrigues