sábado, 31 de outubro de 2015

Outubro, mês das crianças de hoje e de ontem 3

Com muita honra fechamos o mês de Outubro, com nossa querida Escritora "Ale Dossena, Curitibana e administradora de empresas. Desde pequena, os livros fizeram parte da sua vida, e a paixão pelas histórias vem dos contos de fadas que conheceu na infância. Encontrou no hábito de escrever uma maneira de mantê-los vivos em seu coração, pois acredita que a sua magia alimenta a criança que existe dentro dela.
Este livro de contos é a sua segunda publicação, antecedido por 'Sonhando & Poetizando', sua coletânea de poesias."

Apresentamos para vocês 'O diário de Lirityl'


Sinopse
O Diário de Lirityl descreve sentimentos, ações e decisões, exemplos, lágrimas e sorrisos, aventuras e descobertas. Resgatar a magia dos contos é como abrir uma caixa de música. Aos pouquinhos nos envolvemos com a melodia e de repente nos percebemos fazendo parte dela. E descobrimos que ganhamos o poder de transformar o quotidiano em momentos mágicos, que só a criança que existe dentro de nós é capaz de viver.
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Imagine você, uma pequena fada foi banida de seu mundo lindo e colorido. 
Com seu espírito aventureiro, o mundo das fadas era pouco pra ela, tudo muito harmônico e perfeito. 
Ela queria mais, queria conhecer outros povos, aprender coisas novas, voar para novos mundos... Mas o que ela recebeu? A solidão. Foi aprisionada em uma estrela.
Com o tempo ela percebeu o que havia feito e se questionava 'Por que meu coração se tornou tão endurecido?'
É, caro leitor, não tá fácil pra ninguém, até no mundo das fadas, pode ocorrer do coração se perder em uma alegria momentânea e a escuridão chegar.
Como as fadas são imortais, Lirityl conseguia ver o que acontecia em outros mundos. Mas, seu sofrimento aumentava, por que não podia fazer nada e percebeu que vivia só e triste.
Antes de ser banida, alguns amiguinhos lhe presentearam com um caixa, e por muito tempo Lirityl nem se lembrou dela. E um dia a curiosidade despertou e ela 'reconheceu aqueles pertences encantados, eram fabricados pelas fadas orientadoras e concedidos aos iniciantes para sua jornada em busca de histórias.' Adivinhem, lá se encontrava um diário de juta e uma caneta.
Mais que depressa, Lirityl começou a anotar o que via, ouvia e também o que aprendia... 
Com muita delicadeza a autora nos oferece, participar das aventuras de Lirityl, pois foi assim que me senti ao ler este livro.
Conheci, 'Um chá para a feiticeira', 'A descoberta de Sara', O astronauta e a bonequinha', A escada dourada'... 
O conto 'Escrito nas estrelas' é de uma doçura, deixo aqui um pedacinho dele. (...) "pois aquele seria o presente que eternizaria a criança dentro do seu coração." (...) " assim como seu pai, ensinou a outras crianças que os verdadeiros desejos do coração podem ser escritos nas estrelas."
Não para por aí! Com  Lirityl, conheci 'A almofada de veludo', 'A montanha dos brinquedos perdidos', 'O passeio de Maria', 'O índio e a borboleta' e a 'Cidade dos Badilus'.
Que delícia foi ler o Diário de Lirityl! Sabe que deu até vontade de escrever minhas aventuras, recordar tempos da infância.
Um livro maravilhoso para se trabalhar em sala de aula ou presentear uma criança!
Vou deixar aqui o site da querida Ale Dossena. Passa lá e deixe seu recadinho, tenho certeza que ela irá amar.  
                                                  http://www.aledossena.com.br/





quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Tempo de comemorar - Dia Nacional do Livro

Como é gostoso comemorar! E comemoração tem que ter amigos para partilhar!
Meus Amados Clássicos

Hoje teremos nossa primeira postagem coletiva, com amigas especiais: Ale Dossena, Patricia Dias e Marcia Nogueira. Todas fãs de Austen do grupo Heroínas de Jane Austen. No final do post, tem o link dos blogs, para você curtir, comentar e partilhar!

Origem do Dia Nacional do Livro

O Dia do Livro surgiu em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Livro, em 1810, pela Coroa Portuguesa. Na época, D. João VI trouxe para o Brasil milhares de peças da Real Biblioteca Portuguesa. O acervo era composto por medalhas, moedas, livros, manuscritos, mapas, etc. Formando assim, o princípio da Biblioteca Nacional do Brasil.

E as primeiras disposições da Biblioteca foram na cidade do Rio de Janeiro, em salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo.

O Brasil começou a editar seus próprios livros em 1808, quando D. João VI fundou a Imprensa Régia. O primeiro livro a ser editado foi "Marília de Dirceu", do escritor Tomás Antônio Gonzaga.

Em 1925, Monteiro Lobato, escritor e editor, autor do Jeca Tatu e do Sítio do Picapau Amarelo, fundou a Companhia Editora Nacional, trazendo grandes possibilidades de crescimento editorial para o Brasil.

Aqui no Brasil se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil, em 18 de Abril , homenagem ao escritor Monteiro Lobato.

Em 23 de Abril, o Dia Internacional do Livro, que surgiu na região da Catalunha, Espanha, em homenagem ao escritor Miguel de Cervantes.

"Um Clássico não é um livro antigo, fora de moda, é um livro eterno e sempre na moda."
Hoje é um bom dia para iniciar uma leitura. Aventure-se!!!

Visite também os blogs:

Ale Dossena - http://alehartesanato.blogspot.com.br

Patricia Dias - https://casinhadelivro.wordpress.com / 

Marcia Nogueira - http://scrapnauta.blogspot.com.br




quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Livro de capa feia - Projeto Leitura Mágica 2015 - Outubro

Só Ele ouve - Taylor Caldwell

Clique na foto para aumentar

Sinopse
Desiludidos, drogados, revoltados, rejeitados, aflitos, desesperados, descrentes. Assim são as pessoas que procuram o Homem que escuta.
Em seu santuário, ele recebe ricos e pobres, reverendos e policiais, dando a cada um deles conforto a ânimo para enfrentar os reveses da vida. Através do Homem que Escuta, personagem central do romance Só Ele Ouve, Taylor Caldwell discute as crises espirituais do mundo de hoje e destaca a importância dos ensinamentos cristãos em uma sociedade.

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Sou fã de Taylor Caldwell, mas este livro não foi um dos melhores que li. O estilo que ela escreveu não me agradou muito, achei um pouco cansativo e repetitivo.
A autora divide os capítulos por histórias, são doze almas, e cada uma conta sua trajetória de vida, angustias e qual a solução para seus problemas.
Se a história fosse como seus romances, acredito que ficaria mais dinâmico e prazeroso.
O capítulo que mais gostei foi a alma doze: O adversário e o Homem que escuta. 
O diálogo do Homem que Escuta e Lúcifer.

"...A obediência não é desejável quando a desobediência é impossível. O amor não é amor se não houver uma alternativa, o ódio. A adoração não é adoração se não estiver presente a possibilidade da negação. A essência d´Ele é a essência dos Seus filhos; Ele queria que Seus filhos fossem como anjos, que também são meus irmãos, capazes de obediência e humildade. Como Ele é Espírito, assim Seus filhos também são espírito, e terá um de ser separado do outro como o amo cruel é separado pelos escravos que não têm escolha? Mas já falamos disso, através dos séculos.
(...)
- Sem o livre-arbítrio não há existência verdadeira?
- Não há existência verdadeira. Você o disse bem.
- Mas isso não devia ter sido dado à humanidade. Devia ter sido a prerrogativa dos anjos.
O Homem moveu a cabeça, dolorosamente.
- Pense no seu caso. Foi sua prerrogativa. Pense em como a usou. No entanto, despreza os homens, que por natureza são inferiores a você, inferiores em resistência ao mal. Deteste-os, se precisar. Mas lembre-se de que muitos se arrependem e vão para junto d´Ele. Aqueles que partiram com você não voltam para Ele dizendo "Deus, tende piedade de mim, pecador".
- O que escolhemos é nossa escolha - disse o estranho, levantando bem a cabeça imponente.
- E o que você escolheu foi o seu orgulho. Você aceitou Sua dádiva, mas a considera só sua e quer negá-la aos menores de Seus filhos. Você é maior do que Ele?
- Nunca acreditei nisso, e na verdade nunca realmente o desejei. Eu estava a Seu lado e Ele me amava. Protegi Sua grandeza e Sua magestade temível, não por ódio, mas por amor. Eu tinha ciúmes d´Ele. Não queria que se aproximassem d´Ele com mãos impuras, nem que O chamassem de "Pai" como eu O chamava, nem que olhassem para Ele como eu olhava. Se fui orgulhoso, fui orgulhoso por Ele e detestei aqueles que ousaram, na sua arrogancia, conhecê-Lo também. Mas você já sabe disso há muito tempo.
(...)
- Fui eu que lhe inflingi esta agonia? Fui eu que cuspi em você, escarneci de você? Fui eu que zombei de sua tortura?
- Você se esquece. Eu escolhi isso para mim.
- Não obstante, foi o homem quem o consumou, e não eu. Eles escolheram por si; não escolho por eles.
- Mas você ouviu as vozes dos que afinal me procuraram. Eles escolhem por si; não escolho por eles.
- Você perdeu. Não perdeu?
(...
- Hei de vencer! - disse o estranho. - Não sou príncipe deste mundo? Ele há de se arrepender de novo por tê-lo criado! Como se arrependeu de outros mundos que se tornaram holocaustos sangrentos e desapareceram com os sóis.
- Já que tem tanta certeza, por que as lágrimas em seu rosto?
- Choro justamente porque tenho certeza.
- Ah - disse o Homem, com muita brandura. - Então isso não lhe agrada.
- Agrada quando provo que Ele estava errado desde o princípio.
- O seu prazer pode ser interpretado como angústia. Quem me dera que os homens sentissem tanta dor em seus corações!"

Comédia 2 - Projeto Leitura Mágica 2015 - Outubro

Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
Clássico
Este livro é indicado para os fortes. Somente os fortes. É um Clássico!
Antes de falar da obra, vamos conhecer um pouco autor Gil Vicente.

Sem afirmar com exatidão que, o autor tenha nascido em Portugal, na cidade de Guimarães no ano de 1466 e falecido em 1536. Foi casado com Branca Bezerra, com quem teve dois filhos, Gaspar Vicente e Belchior Vicente. Viúvo, Casou-se com Melícia Rodrigues, nasceram Paula Vicente, Luís Vicente e Valéria Borges. 
Considerado o primeiro grande dramaturgo português, poeta de renome, músico, ator e encenador. Muitos dizem que ele foi o pai do teatro português/teatro ibérico.

No cenário português se destacou por organizar os espetáculos palacianos, como festejos de casamento, nascimento, recepção de membros da realeza e comemoração de datas cristãs, como a Páscoa e o Natal

O seu primeiro trabalho conhecido, a peça em castelhano Auto da Visitação, também conhecido como Monólogo do Vaqueiro, foi representada nos aposentos da rainha D. Maria, consorte de Dom Manuel, para celebrar o nascimento do príncipe (o futuro D. João III) - sendo esta representação considerada como o marco de partida da história do teatro português. Ocorreu isto na noite de 8 de Junho de 1502, com a presença, além do rei e da rainha, de Dona Leonor, viúva de D. João II e D. Beatriz, mãe do rei.

Gil Vicente, caiu nas graças dos nobres, e percebendo tudo ao seu redor usou de suas obras teatrais, para satirizar os vícios do clero e da nobreza, de humor divertido e popular, arma de direta eficácia. Ele recriou em suas farsas e autos pastoris os diferentes aspectos da vida de Portugal do século XVI, tanto da Lisboa onde emergia a revolução marítima e comercial, como o meio camponês com sua linguagem, folclore e costumes peculiares.

'O melhor das suas obras encontra-se em suas peças populares, que vão abrir caminho para sua obra-prima, a trilogia das sátiras que compõem o “Auto das Barcas”: “Auto da Barca do Inferno” (1516), “Auto da Barca do Purgatório” (1518) e “Auto da Barca do Paraíso” (1519). Destacam-se também “O velho da horta”, “Auto da Índia” e “Farsa de Inês Pereira”.'

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Eu escolhi para leitura 'Auto da Barca do Inferno', uma obra muito divertida, o autor mostra a hipocrisia e as mazelas do ser humano. Com pano de fundo, um porto e duas barcas. A Barca da Glória, na proa está o Anjo, e na Barca do Inferno está nada mais nada menos que o Diabo e seu companheiro. 

No porto eles aguardam algumas almas, que por seu histórico terá a embarcação que merece. Lógico todos querem ir para Barca da Glória. Mas, garanto caros amigos, neste vai e vem, muita coisa acontece de maneira divertida.

Uma observação, á medida que estas personagens vão surgindo vemos que todas trazem elementos simbólicos(cénicos), que representam os seus pecados na vida terrena e demonstram que não têm qualquer arrependimento pelos mesmos. Ali no porto, acontece o julgamento dos seguintes personagens:

Fidalgo, D. Anrique; tem um manto e pajem (criado) que transporta uma cadeira de espaldas. Estes elementos simbolizam a opressão dos mais fortes, a tirania e a presunção do moço.
Onzeneiro (homem que vivia de emprestar dinheiro a juros muito elevados, um agiota); com seu bolsão. Este elemento simboliza o apego ao dinheiro, a ambição, a ganância e a usura.
O Parvo, Joane, tolo, vivia simples e inconsciente dos seus atos; não traz símbolos cénicos, pois tudo o que fez na vida não foi por maldade. Esta personagem representa a inocência e a ingenuidade.
Sapateiro de nome Joanantão, que parece ser abastado, talvez dono de oficina;  com seu avental e formas de sapateiro. Estes elementos simbolizam a exploração interesseira, da classe burguesa comercial.
Frade cortesão, Frei Babriel, com a sua "dama" Florença; a moça, uma espada, um escudo, um capacete e o seu hábito. Estes elementos representam a vida mundana do clero, e a dissolução dos seus costumes.
Alcoviteira, Brísida Vaz, ; com hímenes postiços, arcas de feitiços, armários de mentir, furtos alheios, jóias de seduzir, guarda-roupa de encobrir, casa movediça, estrado de cortiça, coxins e moças. Estes elementos representam a exploração interesseira dos outros, para seu próprio lucro e a sua atividade de alcoviteira ligada à prostituição.
Judeu chamado Semifará; com  seu bode. Este elemento simboliza a rejeição à fé cristã, pois o bode é o simbolo do Judaísmo.
Corregedor e um Procurador, altos funcionários da Justiça; processos, vara da Justiça e livros. Estes elementos simbolizam a magistratura.
Enforcado; "baraço" (a corda com que fora enforcado) ao pescoço. Este elemento representa a sua vida terrena vil e corruptível.
Quatro Cavaleiros que morreram a combater pela fé.
cruz de Cristo, que simboliza a fé dos cavaleiros pela religião católica.(os elementos cénicos dos quatro cavaleiros não representam os seus pecados, tanto que eles foram para o Paraíso.)

Só quatro vão na Barca da Glória, os demais vão para a barca do inferno... um detalhe, na verdade dois detalhes: Tem um personagem que fica no cais o tempo todo, como se fosse um tipo de 'Purgatório', até ele saber pra qual barca vai, sabe o cantinho da disciplina(rs). E há outro personagem, que judiação nem o anjo, nem o diabo o querem, ele vai de reboque na barca do inferno.
Não fiz spoiler, para incentivar a leitura de muitos!! Depois me conte o que achou deste maravilhoso clássico.

Comédia - Projeto Leitura Mágica - Outubro


A Comédia dos Anjos - Adriana Falcão
Clique na figura para aumentar
Adriana Falcão nasceu no Rio de Janeiro, em 1960, se formou em arquitetura.mas exerceu a profissão. Escritora premiada de livros para crianças, jovens e adultos. Mas também encanta o público com seu talento nos roteiros que cria para programas de TV (A comédia da vida privada; A grande família; As brasileiras; Louco por elas); para o cinema (O auto da compadecida; A máquina; O ano em que meus pais saíram de férias; Fica comigo essa noite; Mulher invisível; Eu e o meu guardachuva; Se eu fosse você 1 e 2) e também para o teatro (A vida em rosa e Tarja preta).


Sinopse
"Em 'A comédia dos anjos', a protagonista é D. Madalena, uma fantasma bisbilhoteira que volta logo depois do enterro para tentar endireitar a vida da filha. Separada e com um filho, a moça namora um dono de bar falido. Enquanto isso, pensa no ex-marido, jogador de futebol, que escolheu a carreira em lugar da família. Ao contrário do que se poderia prever, a chegada da divertida fantasma não gera horror. A surpresa é logo coberta pela personalidade forte da velhinha, que quer continuar a jogar baralho com as amigas e dar um jeito para o novo genro ganhar dinheiro no bar."

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Um livro muito divertido, com várias tiradas engraçada. A mãe que mais atrapalha a vida  da filha do que ajuda, marido, namorado, fofoqueiras de plantão, jogo de póquer, futebol e eventos sobrenaturais. Pois bem, mistura tudo e dê boas gargalhadas!!!!
São personagens bem construídos, tem a dinâmica dos diálogos divertidos, uma leitura leve.
 
"Para contar a história, a autora se vale não apenas dos fatos objetivos, mas também do olhar que cada personagem possui sobre esses mesmos fatos. Assim, o leitor é convidado a ler a história sob diversos pontos de vista, que extrapolam os do narrador ou das personagens principais."

Tem também um lado para reflexão.
 
Há momentos na vida, que devemos fazer algumas escolhas, sabe aquele lance: 'Não sei se caso ou compro uma bicicleta!" 

Ou deixamos que outras pessoas conduzam a nossa vida! Mas, reflexões a parte... rir foi o melhor.


Levante a mão quem não tem uma Dona Madalena na família... gente nem no além a pessoa dá sossego, muito hilário.

Recomendo. Ótimo para trabalhar em sala de aula!


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Desafio Extra - Projeto Leitura Mágica - Outubro

Olá pessoal!!!  

Para o mês de Outubro, o desafio é fazer um Book Jar !!
Eu fiquei pensando, o que será isso?!...

Pesquisa no  santo oráculo (Google)

"Book= livro/ Jar = Jarro. Basicamente é um jarro de livros para ler. A ideia do jarro é colocar os nomes de todos os livros que você tem parado na estante e fazer um sorteio."

Achei a ideia bem legal,mas é necessário fazer algumas regrinhas.
- colocar as tirinhas somente dos livros que você já tem;
-aquele que você sorteou, este é que deverá ser lido;
-se comprou ou ganhou novos livros, coloque os nomes no book jar;

As minhas tirinhas em breve, estarão no book jar.
O meu para o Projeto 2016, ficou com carinha de 'Inverno Vintage'.
Book Jar - Jane Austen
Amei fazer meu book jar, não poderia deixar de homenagear minha Escritora preferida Jane Austen.
E aí gostou, que tal fazer um pra você também!!!




quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Outubro, mês das crianças de hoje e de ontem 2!


Olá pessoal!


Como dissemos, dedicaremos este mês às crianças! Sim, as crianças de 0 a 100 anos!!!
Hoje iremos falar, da escritora que muito intimamente fez morada em nossa casa. Com seus livros e poemas!

Cecília Meireles, uma das grandes escritoras da literatura brasileira. Nasceu no dia 7 de novembro de 1901, na cidade do Rio de Janeiro e seu nome completo era Cecília Benevides de Carvalho Meireles. Faleceu em sua cidade natal, no dia 9 de novembro de 1964. 



                                              


(...) 'Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano.'


Órfã de pai e mãe, aos três anos de idade passa a ser criada pela avó materna, Jacinta Garcia Benevides. Fez o curso primário na Escola Estácio de Sá, onde recebeu das mãos de Olavo Bilac a medalha de ouro por ter concluído o curso com louvor e distinção. 
Formou-se professora, com apenas 18 anos de idade; foi poetisa, jornalista e pintora brasileira. Foi a primeira voz feminina de grande expressão na literatura brasileira, com mais de 50 obras publicadas. Tendo feito aos 9 anos sua primeira poesia, publicou seu primeiro livro “Espectro” em 1919, (vários poemas de caráter simbolista). Embora fosse o auge do Modernismo, a jovem poetisa foi fortemente influenciada pelo movimento literário simbolista.

Em 1922 casa-se com o artista plástico português Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas. Viúva, casa-se pela segunda vez com o engenheiro Heitor Vinícius da Silva Grilo, falecido em 1972.

(...) 'Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.'

Fundou, em 1934, a primeira biblioteca infantil no Rio de Janeiro. Em 1939 publicou "Viagem", livro que lhe deu o prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras.

Cecília Meireles lecionou Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas, em 1940. Profere em Lisboa e Coimbra, a conferência sobre Literatura Brasileira. Publica em Lisboa o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria. Em 1942 torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Realiza várias viagens aos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, fazendo conferências sobre Literatura Educação e Folclore.

Um ano após a sua morte, em 1965, foi homenageada com o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra, que ganhou reconhecimento da Academia Brasileira de Letras. Sua poesia simples e carregada de lirismo foi considerada uma das mais puras e belas manifestações da literatura contemporânea. A escritora deixou uma vasta obra, inclusive livros dedicados à literatura infantil.

O governo federal, por decreto, instituiu o ano de 2001 como "O Ano da Literatura Brasileira", em comemoração ao sesquicentenário de nascimento do escritor Silvio Romero e ao centenário de nascimento de Cecília Meireles, Murilo Mendes e José Lins do Rego.

Poemas de nossa querida Cecilia Meireles!







Cecília Meireles é homenageada pelo Banco Central, em 1989, com sua efígie na cédula de cem cruzados novos.
Fotos e textos tirados da internet.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

São Francisco de Assis para crianças!

Hoje trago para vocês um livro infantil, rico de informações e espiritualidade franciscana!

A História do Presépio - Texto de Antonio Tarzia -  Ilustrações de Gino Gavioli  - Ed.Paulinas

Este livro é para todas as idades, mas tenho certeza que as crianças ficarão encantadas em saber, quem criou o primeiro presépio. Conhecer a vida de um santo tão amado por várias religiões.
Um ótimo presente, que nos remete à  história mais linda da humanidade e de uma profunda espiritualidade.

"Francisco pregava o Evangelho com tamanho entusiasmo que as pessoas, e até mesmo os passarinhos, permaneciam por muito tempo atentos a ouvi-lo."

"Enquanto todos pensavam em fazer guerras... Francisco 'armado' do perdão e da Palavra de Jesus, partiu em peregrinação..."


"Francisco queria era fazer, no Natal, uma celebração nova, mais cheia de significado..."

Paz e Bem!!!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

São Francisco de Assis o Santo que sabia sorrir

Olá pessoal!!!
Hoje venho falar de um livro maravilhoso e de uma figura histórica, que contagia e emana alegria, com sua pureza e humildade - São Francisco de Assis -
 O Autor - Paul Sabatier (1858-1928)-
'Nasceu em Saint Michel-de-Chabrillanoux, região Ardèche-Cèvennes, na França, lugar da mais viva tradição protestante, por ele professada e vivida. O ideal de liberdade presente em sua vida estava ligado aos princípios da igreja reformada, ao retorno à pureza do Evangelho, à pastoral evangélica, à pregação coerente e precisa. Sabatier abraçou o positivismo, com sua influência antimetafísica e antiteológica, sacudindo o pensar com dados que somente podem ser provados empiricamente.Pensar, viver e escrever é refazer a experiência.Esta influência positivista conferiu-lhe um talento natural para a pesquisa científica e uma secreta exigência de confronto com uma piedade menos doutrinária e mais ligada à prática.
Estudou letras,medicina,teologia e belas artes ( com especialização em arte sacra), em Paris.
Por causa da sua saúde delicada, renunciou à atividade pastoral e dedicou-se completamente ao estudo de São Francisco e do franciscanismo, viajou muito pela Itália e morou em Assis, da qual se tornou profundo admirador e cidadão honorário.'

Sua obra:'Sabatier começou a redigir a Vida de São Francisco de Assis, no inverno de 1890,
trabalha intensamente na obra em 1891 e terminou em 1893; a publicação se dá em Paris sem indicação de ano, por isso a data-marco é inicio de 1894. Esta edição inicial saiu com três mil cópias e esgotou em poucos meses; pois houve um pedido de reedição em março de 1894 com mais duas mil cópias e quatorze pedidos de tradução. O livro tem um sucesso trepidante, foi traduzido e reeditado em cada nação européia. Tolstoi leu e quis imediata tradução na língua russa. André Theuriet a colocava lado a lado com a obra de Bourget e Prévost, escrevendo sobre isto no “L’Anée Litteraire”. O livro passa a ser comentado e se torna um caso literário!


Na primavera de 1894, em pleno clima positivista e laical, Francisco de Assis era assunto em todos os jornais de Paris. Até 1931 foram quarenta e três edições em todas as línguas europeias, em sueco e em polaco; em 1896 é traduzida para o italiano. Uma edição esperada, pois “A Vida de São Francisco” de Sabatier é escrita em francês, mas pensada em italiano. Diz a critica que a cabeça do autor está em Genebra capital protestante, mas o seu coração está em Assis, capital da esperança. A obra fascina por estar plena de mística cristã, italiana e medieval. Trouxe consigo um sucessivo trabalho critico sobre a Hagiografia, sobre a s Fontes Históricas Franciscanas; por isso podemos chamar Sabatier o pai dos estudos-criticos das Fontes Franciscanas. Porque existiu um Sabatier existiu um Caetano Esser e todos os franciscanólogos modernos que geram a profunda renovação da historiografia franciscana.


Diz Sabatier que “se o São Francisco das Legendas é grande, infinitamente maior é aquele da
história” e por isso coloca na obra a sua tenaz vitalidade de estudioso e pesquisador erudito. Se a critica acolheu a obra favoravelmente, os debates que ela despertou sobre a Intuição e a Instituição, sobre o tom liberal e anti-eclesiológico do autor que afirmava: “A historia de São Francisco é uma das mais potentes armas em nossas mãos para combater o espírito autoritário”; a oposição ao clericalismo curial em nome da liberdade de consciência, como afirma Sabatier: “o meu coração está com a Igreja, mas o meu intelecto está do lado dos livres pensadores”: a ousadia de Sabatier levou sua obra, já em 08 de junho de 1894, ao Index dos Livros Proibidos.


Sua fama veio com a biografia do Poverello. Em 1903 ganhou o prêmio de 20.000 francos da Academia de Ciências Morais e Políticas de Paris; foi agraciado também com Honra ao Mérito no Liceu Acadêmico de Roma, e Doctor Honoris Causa nas Universidades de Oxford, Aberden e Edemburg. Por causa da condenação eclesiástica romana, a obra de Sabatier ficou muito tempo sem tradução; mas a força que ela trouxe para o espírito religioso, a superação do fanatismo, a importância da metodologia histórica para reparar as injustiças, o dialogo inter-religioso; a reabilitaram para que encontrasse novas traduções e chegasse assim até nós.'


Um escritor que soube como ninguém a descrever este santo, realmente humano, uma leitura profunda de um homem que mudou e muda gerações, que ensina a alegria, que em nenhum momento deseja ser santo, mas exala santidade.
É um livro de estudo, denso e de profunda reflexão. Você quer saber realmente quem foi São Francisco de Assis? 


'Ao longo dos séculos, cada povo possui seus interesses, suas tendências, suas lágrimas e suas alegrias, mas nas horas de crise, a solidariedade da família humana reaparece, de repente, com uma força que não se supunha existir. Cada mar possui suas correntezas,  mas quando a tempestade se aproxima, misteriosamente, essas se comunicam, do oceano até o lago mais ignoto de nossas montanhas, a mesma agitação parece movimentar todas as águas.'


'Muitas vezes Francisco se dirigia para uma gruta da campanha de Assis, onde entrava só. Essa caverna rochosa, que se esconde entre oliveiras, devia ser para os fiéis franciscanos o que significa Getsêmani para os cristãos. Francisco lá desafogava, em longos gemidos, as amarguras de seu coração. (...)implorava misericórdia (...)Buscava, febrilmente, aquela verdade superior à qual gostaria de entregar-se, aquela pérola de grande valor de que fala o Evangelho:"Quem procura encontra;quem pede recebe e a quem bate se abre".'


'Meus irmãos, meus irmãos, Deus me chamou para caminhar na senda da simplicidade e da humildade e por sua inspiração me revelou o verdadeiro caminho para mim e para os que me quiserem imitar.'


Um livro caros amigos, que vai além do São Francisco romanceado do cinema , do São Francisco dos animaizinhos e da ecologia. Um homem que soube como ninguém mostrar a face de Jesus!!!


PAZ E BEM!



domingo, 4 de outubro de 2015

São Francisco de Assis


Cântico do Irmão Sol

Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.

E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pela qual às tuas criaturas dás sustento.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.

Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.

Bem aventurados os que sustentam a paz,
Que por ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.

Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes á tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!

Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.

sábado, 3 de outubro de 2015

Outubro, mês das crianças de hoje e ontem!

Olá pessoal!!!!

No mês de Outubro, iremos dedicar aos pequenos. Sim aos pequeninos de 0 a 100 anos!!!!
Que tem a alma livre, que sonham e amam viajar pelo mundo da fantasia!

Para começar, escolhemos a Escritora e Ilustradora, que nasceu em 28 de julho de 1866, em Londres, Reino Unido. Também foi Micologista (estudava os fungos).      
Helen Beatrix Potter.
A natureza foi sua fonte de inspiração!


Filha de pais burgueses e conservadores, Rupert William Potter e de Helen Potter Leech, e seu irmão Walter Bertram, que lhe fazia companhia, mas logo foi para um colégio interno .
Beatrix não tinha muitos amigos, então dedicava-se aos desenhos. Quando estava de férias no campo, observava a natureza, gostava mais dos coelhinhos, observava também as galinhas, os gatos, os patos,   as borboletas, as abelhas e dessas belas criaturinhas, ela criava um mundo encantado...

Certa vez o filho de sua governanta Annie Moore , com 05 anos de idade Noel Moore, estava muito doente, com uma febre grave, passou muitos meses de cama e as cartas de Beatrix eram a sua melhor distração. A primeira carta, foi em 4 de Setembro de 1893 e começava assim:






"Meu querido Noel, não sei muito bem o que te hei-de escrever, por isso vou contar-te a história de quatro coelhinhos que se chamavam Flopsy, Mopsy, Cottontail e Peter" e seguiam-se os desenhos e o texto. 



Assim começava uma das histórias preferidas de muitas crianças e adultos também. Beatrix acabava de criar Peter Rabbit, que anos mais tarde daria origem ao seu primeiro livro.







Aos 24 anos, Beatrix Potter desenhou seis cartões de Boas Festas e mandou-os para uma editora alemã, que os comprou e encomendou mais, para sua surpresa.

Em 1901, foi publicado em preto e branco, uma publicação impressa 'O Conto do coelho Peter'.

A História Peter Rabbit, foi publicada por Frederick Warne em 1902. 

Diversos contos infantis de Beatrix começaram a ser comercializados, dando vida a personagens como Jemima Puddle-duck, Tom Kitten, os ratinhos Ginger & Pickles, o esquilo Timmy Tiptoes, entre outros.









Em 1905, com o dinheiro que ganhou, comprou sua primeira propriedade em Lake Districk, uma fazenda chamada Hill Top, na cidade de Near Sawrey. E a criatividade de Beatrix, fazia que sua fazenda e arredores fizesse parte  nas suas histórias. Beatrix Potter foi a primeira mulher eleita presidente da Associação dos Criadores de Carneiros de Herdwick.
Em 1913, aos quarenta e sete anos, Beatrix casou-se com William Heelis, um procurador local, e foi morar em Sawrey.

Beatrix Potter morreu em 22 de dezembro de 1943, próximo de Sawrey -  Cúmbria.
Deixou mais de 4.000 acres e 15 fazendas para o National Trust, uma organização destinada a preservar lugares de interesse histórico ou de grande beleza cênica, na Inglaterra.




Quer saber mais sobre Beatrix Potter visite o site oficial: 

http://www.peterrabbit.com

Visite também o blog da querida Ale Dossena:
http://alehartesanato.blogspot.com.br/2013/09/personalidades-1-beatrix-potter.html

Que tal assistir o filme, que conta um pouco desta mulher, seus desafios e conquistas!



Sinopse:  'As criações de Beatrix Potter, a escritora de livros infantis mais inspirada de todos os tempos, encantou gerações. Várias de suas histórias foram adaptadas para o teatro, cinema e televisão, mas sua vida foi sua história mais impressionante. Mesmo vivendo em uma sociedade altamente rígida, tornou-se um fenômeno da literatura e um exemplo de mulher no início do século XX. Em uma época em que a maioria das mulheres de sua classe social desejava apenas conseguir um bom casamento, Beatrix tornou-se um ícone por defender aquilo em que sempre acreditou.'

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Acreditar!!!!!

Olha aí pessoal!!!!
Mai uma vez minha querida e admirada Escritora Ale Dossena!
Mocinha de um olhar repleto de esperança, sonhos, mágia e de ternura.
Quer saber mais é só visitar o seu blog, tem momentos especiais, dedicado as crianças e as eternas crianças também! Passa lá e deixe seu recadinho, ela vai amar.

http://alehartesanato.blogspot.com.br/