segunda-feira, 5 de outubro de 2015

São Francisco de Assis o Santo que sabia sorrir

Olá pessoal!!!
Hoje venho falar de um livro maravilhoso e de uma figura histórica, que contagia e emana alegria, com sua pureza e humildade - São Francisco de Assis -
 O Autor - Paul Sabatier (1858-1928)-
'Nasceu em Saint Michel-de-Chabrillanoux, região Ardèche-Cèvennes, na França, lugar da mais viva tradição protestante, por ele professada e vivida. O ideal de liberdade presente em sua vida estava ligado aos princípios da igreja reformada, ao retorno à pureza do Evangelho, à pastoral evangélica, à pregação coerente e precisa. Sabatier abraçou o positivismo, com sua influência antimetafísica e antiteológica, sacudindo o pensar com dados que somente podem ser provados empiricamente.Pensar, viver e escrever é refazer a experiência.Esta influência positivista conferiu-lhe um talento natural para a pesquisa científica e uma secreta exigência de confronto com uma piedade menos doutrinária e mais ligada à prática.
Estudou letras,medicina,teologia e belas artes ( com especialização em arte sacra), em Paris.
Por causa da sua saúde delicada, renunciou à atividade pastoral e dedicou-se completamente ao estudo de São Francisco e do franciscanismo, viajou muito pela Itália e morou em Assis, da qual se tornou profundo admirador e cidadão honorário.'

Sua obra:'Sabatier começou a redigir a Vida de São Francisco de Assis, no inverno de 1890,
trabalha intensamente na obra em 1891 e terminou em 1893; a publicação se dá em Paris sem indicação de ano, por isso a data-marco é inicio de 1894. Esta edição inicial saiu com três mil cópias e esgotou em poucos meses; pois houve um pedido de reedição em março de 1894 com mais duas mil cópias e quatorze pedidos de tradução. O livro tem um sucesso trepidante, foi traduzido e reeditado em cada nação européia. Tolstoi leu e quis imediata tradução na língua russa. André Theuriet a colocava lado a lado com a obra de Bourget e Prévost, escrevendo sobre isto no “L’Anée Litteraire”. O livro passa a ser comentado e se torna um caso literário!


Na primavera de 1894, em pleno clima positivista e laical, Francisco de Assis era assunto em todos os jornais de Paris. Até 1931 foram quarenta e três edições em todas as línguas europeias, em sueco e em polaco; em 1896 é traduzida para o italiano. Uma edição esperada, pois “A Vida de São Francisco” de Sabatier é escrita em francês, mas pensada em italiano. Diz a critica que a cabeça do autor está em Genebra capital protestante, mas o seu coração está em Assis, capital da esperança. A obra fascina por estar plena de mística cristã, italiana e medieval. Trouxe consigo um sucessivo trabalho critico sobre a Hagiografia, sobre a s Fontes Históricas Franciscanas; por isso podemos chamar Sabatier o pai dos estudos-criticos das Fontes Franciscanas. Porque existiu um Sabatier existiu um Caetano Esser e todos os franciscanólogos modernos que geram a profunda renovação da historiografia franciscana.


Diz Sabatier que “se o São Francisco das Legendas é grande, infinitamente maior é aquele da
história” e por isso coloca na obra a sua tenaz vitalidade de estudioso e pesquisador erudito. Se a critica acolheu a obra favoravelmente, os debates que ela despertou sobre a Intuição e a Instituição, sobre o tom liberal e anti-eclesiológico do autor que afirmava: “A historia de São Francisco é uma das mais potentes armas em nossas mãos para combater o espírito autoritário”; a oposição ao clericalismo curial em nome da liberdade de consciência, como afirma Sabatier: “o meu coração está com a Igreja, mas o meu intelecto está do lado dos livres pensadores”: a ousadia de Sabatier levou sua obra, já em 08 de junho de 1894, ao Index dos Livros Proibidos.


Sua fama veio com a biografia do Poverello. Em 1903 ganhou o prêmio de 20.000 francos da Academia de Ciências Morais e Políticas de Paris; foi agraciado também com Honra ao Mérito no Liceu Acadêmico de Roma, e Doctor Honoris Causa nas Universidades de Oxford, Aberden e Edemburg. Por causa da condenação eclesiástica romana, a obra de Sabatier ficou muito tempo sem tradução; mas a força que ela trouxe para o espírito religioso, a superação do fanatismo, a importância da metodologia histórica para reparar as injustiças, o dialogo inter-religioso; a reabilitaram para que encontrasse novas traduções e chegasse assim até nós.'


Um escritor que soube como ninguém a descrever este santo, realmente humano, uma leitura profunda de um homem que mudou e muda gerações, que ensina a alegria, que em nenhum momento deseja ser santo, mas exala santidade.
É um livro de estudo, denso e de profunda reflexão. Você quer saber realmente quem foi São Francisco de Assis? 


'Ao longo dos séculos, cada povo possui seus interesses, suas tendências, suas lágrimas e suas alegrias, mas nas horas de crise, a solidariedade da família humana reaparece, de repente, com uma força que não se supunha existir. Cada mar possui suas correntezas,  mas quando a tempestade se aproxima, misteriosamente, essas se comunicam, do oceano até o lago mais ignoto de nossas montanhas, a mesma agitação parece movimentar todas as águas.'


'Muitas vezes Francisco se dirigia para uma gruta da campanha de Assis, onde entrava só. Essa caverna rochosa, que se esconde entre oliveiras, devia ser para os fiéis franciscanos o que significa Getsêmani para os cristãos. Francisco lá desafogava, em longos gemidos, as amarguras de seu coração. (...)implorava misericórdia (...)Buscava, febrilmente, aquela verdade superior à qual gostaria de entregar-se, aquela pérola de grande valor de que fala o Evangelho:"Quem procura encontra;quem pede recebe e a quem bate se abre".'


'Meus irmãos, meus irmãos, Deus me chamou para caminhar na senda da simplicidade e da humildade e por sua inspiração me revelou o verdadeiro caminho para mim e para os que me quiserem imitar.'


Um livro caros amigos, que vai além do São Francisco romanceado do cinema , do São Francisco dos animaizinhos e da ecologia. Um homem que soube como ninguém mostrar a face de Jesus!!!


PAZ E BEM!



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