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Mostrando postagens de novembro, 2024

Carlos Nejar

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LUNALVA                                          Carlos Nejar Se quiserem saber quem sou - Não sei quem sou Só sei que em mim A sombra e a luz São vultos Que se buscam e se amam Loucamente Se quiserem saber do meu destino - Não sei do meu destino - Não sei do meu nome Só sei daquela sede Imensa sede Que ainda não foi saciada Se quiserem saber donde venho - Não sei donde venho Talvez venha do vento Do deserto Do mar Ou do fundo das madrugadas Não Não me amem tão depressa "Não me compreendam tão depressa" Não me julguem tão fácil Por favor Não me julguem tão mesquinho Tão cotidiano O pão que trago comigo - Não é pão É fogo O vinho que trago comigo - Não é vinho É sangue E eu vos afirmo - Todos hão de beber Do Fogo e do Sangue Poema deixado por Silbion na entrada "dos Infernos". Sélesis, 1960

# 22 - Presente Literário

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Gustavo Corção 1896 - 1978 Nasceu no Rio de Janeiro, foi engenheiro, professor, jornalista e escritor. Após a morte de sua esposa, entrou em uma crise espiritual, convertendo ao catolicismo. Colaborou com os jornais A Ordem, Diário de Notícias, Correio do Povo, O Estado de S. Paulo e O Globo. Suas Obras: A Descoberta do Outro (1944) Três Alqueires e Uma Vaca (1946) Lições de Abismo (1950) (Romance) As Fronteiras da Técnica (1954) Dez Anos (1956) Claro Escuro (1958) Machado de Assis (1959) Patriotismo e Nacionalismo (1960) O Desconcerto do Mundo (1965) Dois Amores, Duas Cidades (1967) A Tempo e Contra-tempo (1969) Progresso e Progressismo (1970) O Século do Nada (1973) Obras Póstumas: Conversa em Sol Menor (1980) As Descontinuidades da Criação (1992) Gustavo Corção Tomista (2012) Uma Teologia da História (2015) A Igreja Católica e a Outra (2018)

Úrsula

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Olá, Caros Viajantes! Nossa viagem foi para o Maranhão, de 1859, com Maria Firmina dos Reis! "Mesquinho e humilde livro é este que vos apresento, leitor. Sei que passará entre o indiferentismo glacial de uns e o riso mofador de outros, e ainda assim o dou a lume."    palavras da autora Uma leitura que cativa desde o inicio, com sua simplicidade, verdades, uma obra bem estruturada e de contextualização histórica! A autora conta com maestria a história de um grande amor entre Tancredo e Úrsula, amor este que se torna um desafio, pois tio de Úrsula a quer para si. Com um final surpreendente! " — Amais-me, Úrsula?!... Um súbito rubor, melhor que a rosa, tingiu as faces da delicada virgem, e ela baixando os olhos, disse-lhe: — Talvez!... – a voz era tão débil que semelhou o doce murmúrio de queixoso ribeiro. Mas, enquanto os lábios diziam simplesmente talvez, o coração desfeito em transportes de inefáveis doçuras sonhava as venturas do paraíso. E sua inquietação, e suas noite...