sábado, 29 de fevereiro de 2020

#16 Presente Literário

José Holanda Cavalcanti
06/02/1929 

Pernambucano, poeta, tradutor, ensaísta e diplomata, ocupa a cadeira 29 da Academia Brasileira de Letras.

Para saber mais sobre a carreira diplomática, prêmios recebidos e muito mais,  clique no link Academia Brasileira de Letras

Suas obras:
Poesia
Em colaboração: Estação Recife – Coletânea Poética: Antologia de dez poetas pernambucanos, 2003, Fundação de Cultura da Cidade do Recife.

O Mandiocal de Verdes Mãos, 1964, Rio de Janeiro, Editora Tempo Brasileiro, Coleção Tempoesia.

O Elefante de Ludmila, 1965, Moscou, edição privada, mimeografada; texto reproduzido no n° 42/43, de julho/dezembro de 1975, "Poesia Brasileira Hoje", da revista Tempo Brasileiro.

A Palavra, 1965, Moscou, edição privada, mimeografada, texto reproduzido no nº 48, de janeiro/março de 1977, "Literatura Brasileira: Vertentes", da revista Tempo Brasileiro.

Poesia Reunida, 1998, Rio de Janeiro, Fundação Biblioteca Nacional em coedição com Editora Bertrand. (Prêmio Fernando Pessoa 2000, da União Brasileira de Escritores.

Ensaio
O Cântico dos Cânticos – Um Ensaio de Interpretação através de suas Traduções, 2005, São Paulo, EDUSP. Prêmio de Tradução 2006, da Academia Brasileira de Letras.

A Herança de Apolo – Poesia Poeta Poema, 2012, Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira.

Memórias
Memórias de um Tradutor de Poesia, 2006, Florianópolis, Editora Oficina do Livro.

As Desventuras da Graça, 2010, Rio de Janeiro, Record.

Contos
Os dedos de Norma, 2014, Rio de Janeiro, Editora Record;

Encontro em Ouro Preto – Contos Fantásticos, 2007, Rio de Janeiro, Editora Record.

Traduziu o clássico da poesia italiana escrito por Giuseppe Ungaretti - A Alegria . 








terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Carlos Drummond de Andrade


Um homem e seu Carnaval
Carlos Drummond de Andrade, do livro “Brejo das Almas”. 1934.

Deus me abandonou
no meio da orgia
entre uma baiana e uma egípcia.
Estou perdido.
Sem olhos, sem boca
sem dimensões.
As fitas, as cores, os barulhos
passam por mim de raspão.
Pobre poesia.

O pandeiro bate
é dentro do peito
mas ninguém percebe.
Estou lívido, gago.
Eternas namoradas
riem para mim
demonstrando os corpos,
os dentes.
Impossível perdoá-las,
sequer esquecê-las.

Deus me abandonou
no meio do rio.
Estou me afogando
peixes sulfúreos
ondas de éter
curvas curvas curvas
bandeiras de préstitos
pneus silenciosos
grandes abraços largos espaços
eternamente.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Projeto Desencalha 2020

Olá Viajantes!

Lá vamos nós, para a continuação da saga desencalha!

Sim! Este ano tem mais uns livros para desencalhar na nossa estante!

Este ano faremos um pouquinho diferente, não haverá sorteio. Selecionamos 4 livros, escrito por autoras e serão lidos nas quatro estações do ano.

Deixaremos o link assim que as leituras forem concluídas!

OBS:. As leituras foram concluídas, em breve nossas impressões!

Verão
Kurt Seyit e Shura 



Outono
Lago Sem Nome

Inverno
O Amor de Luís XIV

Primavera
O Rouxinol

Boas Leituras!


Nice Sestari

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

A Conferência dos Pássaros # 6

Olá Viajantes!

Vamos para mais um desencalhe! E desta vez, vamos viajar para Pérsia, com Farid Ud-Din Attar.



Sinopse

"Poema místico-filosófico, composto provavelmente na segunda metade do século XII. Nessa alegoria está simbolizada a busca da divindade empreendida pela alma humana. Para guiá-los nessa peregrinação, os pássaros elegem como líder a poupa, que os incentiva a iniciar a longa e difícil viagem, da qual alguns pássaros logo se esquivam, alegando vários pretextos. Depois da desistência dos fracos, os restantes iniciam a jornada e, através de sete vales – os vales da busca, do amor, da compreensão, da independência, da unidade, da perplexidade e do aniquilamento - , conseguem encontrar Simurgh, no qual reconhecem a mais profunda essência de si mesmos."

A própria sinopse já diz muito deste livro, foi uma leitura bem reflexiva e cativante. Podemos dizer que foi também bem diferente do que estamos acostumadas a ler.

Pássaro Poupa
O pássaro poupa se torna o 'guia', para uma viagem além da capacidade de alguns pássaros, e com muita clareza passa a nos mostrar as qualidades e defeitos do ser humano e também seus medos, para ir em busca da transcendência.

"Tudo o que ouviste, viste ou conheceste não é sequer o começo do que deves saber, e já que a habitação arruinada deste mundo não é o teu lugar, renuncia a ela. Busca o tronco da árvore e não te preocupes em saber se os galhos existem ou não." pg 142

Um lindo poema, além de exótico e bem fundamentado no sufismo persa, conseguimos nós, meros leitores, absorver toda a leitura de forma clara. O que também nos ajuda são as historinhas, contadas de forma simples.

Tudo gira na busca de sentir e perceber a verdadeira natureza de Deus. 

"Se quiseres que o oceano da tua alma permaneça num estado de movimento salutar, morre para toda a tua antiga vida e, depois, silencia."  pg 146

Tela pintada por  Habib Allah
A Conferência dos Pássaros


Esta leitura faz parte do Projeto Desencalha!
Até a próxima leitura!
Nice Sestari










sábado, 15 de fevereiro de 2020

O Homem Que Se Tornou Deus #5

Olá Viajantes!
Mais um desencalhou! Fizemos uma viagem com Gerald Messadié, ele nos conduz para Palestina, num caldeirão de brigas religiosas, ideologias políticas e filosóficas.
 O autor nos leva a conhecer o pequeno Jesus, nascido da jovem Maria. Um adendo: achamos muito delicado a maneira como ele conduz essa parte da história.

Maria casou-se com o velho José; o que não foi muito do agrado dele, mas para que a moça não ficasse na boca do povo, o casamento se realizou.

Fatos conhecidos na Bíblia sobre Jesus é contado de maneira bem humana, porém de uma forma bem escrita e nada agressiva.

O jovem vai observando tudo a sua volta e a opinião de seu pai José conta muito nesta avaliação. Jesus passa a questionar a religião no comportamento social, vê claramente a hipocrisia, má intenção, inveja, ganância e o jogo de interesses.

Depois que seu pai morre, Jesus faz sua jornada pessoal, fica de frente com outras culturas e formas de pensar. Encontra-se com a doutrina budista, a religiosidade dos essênios, o pensamento grego, as artimanhas e agressividade dos romanos, a maneira e religião dos egípcios. Porém seu maior aprendizado são com os excluídos, pobres, ladrões, cortesãs, enganadores da fé, entre outros. 

Jesus percorre seu caminho e entra em grandes conflitos internos e externos, passa de um simples desconhecido, para o tão esperado 'Messias'.

" ... todas as casas ao redor fervilhavam de notícias segundo as quais o Messias havia chegado à Galileia...
No palácio de Herodes também boatos circulavam... toda a Jerusalém discutia sobre o Messias. Mais uma semana e era toda a Judeia. Não era tanto que as pessoas dessem fé à noticia de que o Messias estava na Galileia, mas era porque esperavam confusamente que a notícia mudasse suas vidas. A esperança, a crença, a animação se transformaram em uma agitação que os espíritos sensíveis notavam, principalmente no Templo." pg 349

No caminho encontra pessoas que desejam segui-lo e acreditam no seu poder 'divino'. Porém, o autor sempre deixa claro que ele é apenas um homem, e a cada 'milagre' há uma explicação bem concreta.

Numa época em que o povo estava cansado de sofrer nas mãos dos romanos, desenganados com os doutores da Lei e com a necessidade de ter um messias, Jesus e tantos outros eram vistos como o grande 'salvador'.

João Batista faz parte desta história de uma forma ímpar, mesmo de forma secundária, nos mostra o quanto influenciou nos pensamentos de Jesus.

"... murmurou João.  - Sua volta é, para mim, um alívio tão grande! Pensei em você todos estes anos! Não conheço mais ninguém!
_ Como? Explique-se melhor.
_ Ninguém que possa pôr fim às trevas.
_ E por que eu?
_ É um sentimento invencível. Já encontrei fiéis ardentes e almas sem mácula, mas você não se assemelha a ninguém. Você é semelhante a tudo que é realmente providencial e isso parece perfeitamente natural. Não poderia pensar que você não existia. Nem o mundo sem você. Você deve ser o Messias." pg. 255

O que mais nos impressionou, foi a forma política e de interesses dos doutores da Lei e dos governantes romanos. A manipulação de interesses leva o povo ao extremo, tanto nos pensamentos religiosos e no desespero de um mundo melhor. Alguns até acreditando que o fim do mundo está próximo.

Já os discípulos de Jesus, nesta obra, não passam de fracos e as vezes ingênuos. Tirando João, que amava de tal forma Jesus, era o mais questionador, inteligente e perseverante. Judas realmente não muda muito daquele que lemos nas Escrituras. José de Arimateia e Nicodemos tem uma participação bem significativa na vida e, porque não dizer, na morte de Jesus.

A teoria de que a morte de Jesus é mentira, aqui no livro é bem clara, e escrita de uma forma interessante. Porém o final  achamos um pouco incompleto em relação aos discípulos e Jesus.

Devemos lembrar que o livro nos mostra um homem comum, que foi interpretado como o 'salvador', por simplesmente querer mostrar para todos que ter esperança, amar e respeitar o próximo, é algo urgente e primordial.

Este livro apesar de mostrar todos os fatos bem humanos de Jesus, não impactou tanto quanto o livro de José Saramago, 'O Evangelho Segundo Jesus Cristo'.


Esta leitura faz parte do Projeto Desencalha!
Até mais!
Nice Sestari

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Sidarta #4

Olá Viajantes!
O desencalha da vez, foi o romance do alemão Hermann Hesse, escrito em 1922.


Sidarta era um jovem que vivia isolado do mundo real, um brâmane, bonito, rico e muito educado. Amigo de Govinda, seu 'escudeiro fiel'.

Com um coração inquieto, cheio de questionamentos, abre mão de tudo e vai em busca da sua verdade.

O jovem Sidarta e Govinda foram viver com os Samanas. Aprendeu a jejuar e meditar, o objetivo era esvaziar-se de si e de tudo. Mas, com o tempo Sidarta começou a questionar tudo o que aprendeu com os Samanas, principalmente quando seu caminho cruzou com o de Buda.

Ao ouvir Buda, Govinda se encanta e acaba por segui-lo, assim os amigos se afastam. Já Sidarta, se inquieta e vê que nenhuma doutrina é capaz de levá-lo para o conhecimento pleno.

Por vários caminhos percorridos, Sidarta tem contato com as coisas divinas e com os prazeres, com o mundo dos  'homens tolos'. Se envolve com a cortesã Kamala, faz amizade com um comerciante, se vicia em jogos de dados; sua vaidade aflora e começa a apreciar  as coisas efêmeras, se tornando um homem comum.

Ele ia se perdendo e principalmente morrendo lentamente naquele círculo viciante. Sidarta ia perdendo as três artes nobres: jejuar, esperar e pensar.

"Era preciso que eu vivesse assim por longos anos, sacrificando o meu espírito, esquecendo a arte de pensar, olvidando a unidade. Não parece de fato que, lentamente, trilhando estradas sinuosas, transformei-me de um homem numa criança e de um filósofo num tolo?"

Sentiu um vazio, um desespero por tudo que havia feito e conquistado, ele foge... tem um reencontro com o barqueiro, que lá no começo de sua jornada havia plantado uma sementinha no coração de Sidarta. Neste reencontro o jovem  aprende com seu novo amigo Vasudeva, um dos ensinamentos mais preciosos: a arte de ouvir.

Anos depois Sidarta descobre que teve um filho com Kamala a cortesã, ela morre e pede para que ele cuide do filho. Porém este filho não aprecia a vida do pai e foge. Sidarta tenta trazê-lo de volta e com a ajuda de Vasudeva, percebe que seu filho fez o que ele mesmo fez anos atrás com seu pai. O abandonou para encontrar uma razão para viver.

Sidarta vai assimilando todo o conhecimento do rio, se torna um grande sábio; seu amigo Vasudeva parte e Sidarta se torna o balseiro. Muitos o ouviam e procuravam o tal sábio.  Govina foi uma dessas pessoas e, para sua alegria, percebe que é o seu amigo Sidarta. Naquele momento ele sente que o amigo encontrou o que tanto almejava, pois a paz estava em seu semblante.

"Govinda curvou-se em genuína reverência. Lágrimas de que não se dava conta corriam-lhe pelas faces idosas. No seu coração ardia, qual fogo, o sentimento de caloroso amor e de submissa veneração... diante de Sidarta, que se conservava sentado, imóvel, e cujo sorriso chamava à memória do amigo tudo quanto ele amara no curso da sua vida, tudo quanto já se lhe afigurara precioso e sagrado."

Um livro reflexivo!

Esta leitura faz parte do Projeto Desencalha!
Até breve!
Nice Sestari

sábado, 8 de fevereiro de 2020

A Princesa de Clèves #3

Olá Viajantes!

O que dizer deste romance de Madame de Lafayette? 
Um clássico maravilhoso!
Sinopse
"Admirável é o pioneirismo desta obra-prima de 1678 que ajudou a assentar as bases do romance como gênero literário, dotando-o de seriedade e vigor intelectual. Mais ainda: foi também a primeira das narrativas romanescas a colocar de lado as peripécias de heróis em um mundo de fantasias e mergulhar inteiramente na psicologia dos personagens e em seus dilemas íntimos, vividos a portas fechadas e em ambiente realístico... Trama aparentemente banal, que Madame de Lafayette, uma erudita aristocrata, transforma em dramática aventura pelas cavernas labirínticas dos sentimentos, expostos num estilo inédito em sua época: preciso, objetivo, conciso e verdadeiro."

*****

A  história se passa na corte de Henrique II, na França, num ambiente regado a traições,  amores proibidos, mentiras, jogos de interesses, casamentos arranjados, desconfianças, status e arrogância moral. 

"... o amor se misturava aos negócios e os negócios ao amor. Ninguém se sentia tranquilo ou indiferente. Pensava-se em se elevar, em agradar, em servir ou prejudicar." 

Neste ambiente confuso, uma jovem é direcionada pela mãe para um "bom" casamento. Vários pretendentes, porém o escolhido foi o sem graça príncipe de Clèves. Assim Mademoiselle de Chartres se torna Madame de Clèves.

A princesa de Clèves achou que tudo estaria tranquilo, mas no coração quem pode mandar?
Um verdadeiro amor acontece, no meio de tramas e desconfianças, porém um amor proibido. E qual será o preço a pagar?

Uma jovem que faz de tudo para não seguir seu coração, usa tanto a razão que chega a quase enlouquecer. Ela é objeto de desejo de muitos, mas seu coração, seus pensamentos e olhares estão para o objeto proibido. 

No fundo desejamos que ela largue tudo e siga o caminho da felicidade. Mas a maturidade numa moça tão jovem assusta, até mesmo a nós leitores. Todo o ambiente é propício para traição  e mentiras. 

Madame de Clèves toma uma atitude inesperada. E mesmo assim paga um preço alto.

Será possível renegar um amor tão avassalador? Será possível amar desta forma?

"O temor que ele falasse de sua paixão, a apreensão de lhe responder favoravelmente, a inquietação que a visita podia dar ao marido, o desgosto de ter que decidir se lhe contava ou ocultava o fato, todas essas coisas lhe acudiram à mente e provocaram tão grande confusão que ela tomou a resolução de evitar a coisa que talvez mais desejasse no mundo."

O final do livro nos deixa tão confusos e com o coração partido. Poderia ser diferente? Acredito que não!

Esta leitura faz parte do Projeto Desencalha!
Até breve!
Nice Sestari

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Projeto William Shakespeare

Olá Viajantes!
Começamos com uma simples pergunta: Ler ou não ler Shakespeare? Eis a questão?
Questão resolvida - Siiiiiim!

Porém, muitos poderiam se questionar: Por que ler Shakespeare?

Responderemos que há várias razões para ler este dramaturgo, mas deixaremos três, das quais nos faz também inspirar-se a lê-lo. 

Shakespeare é:
a) Atemporal;
b) Universal;
c) Clássico.

E aí, te convencemos que é possível ler Shakespeare? Desejamos que sim!

Aqui no blog não há nenhum especialista em Shakespeare, porém há uma grande curiosidade em conhecer este aclamado escritor. 

Como todos os Projetos do blog, este também será de forma simples e sem cobrança. 


Prazo

Iniciaremos hoje dia 04/02/20, só terminará quando todas ou a maioria das obras forem lidas.


Depois de várias pesquisas, percebemos que é difícil dar uma data certa de quando foi escrita cada obra de Shakespeare. Talvez vocês encontrem algumas obras fora da ordem cronológica, mas tentaremos ser o mais fiel às datas pesquisadas.


Escolha das Obras

Nossas leituras serão bimestrais e estaremos alternando entre Comédias e Tragédias. E ao finalizar essas obras, daremos início aos Sonetos e Poemas.

Como acompanhar o Projeto

Ao final de cada leitura, publicaremos no blog nossas impressões das obras. Vamos colocando os links numa lista abaixo.


Onde encontrar as Obras
Vocês podem visitar a Biblioteca mais próxima, pedir o livro emprestado para amigos, visitar sebos ou livrarias.
Além do livro físico, tem vários sites que disponibilizam as obras de Shakespeare.

Lista das obras que serão lidas em 2020

Fevereiro/Março
Comédia
Trabalhos de Amor Perdidos 

Abril/Maio
Tragédia
Tito Andrônico

Junho/Julho
Comédia
Os Dois Cavaleiros de Verona

Agosto/Setembro
Tragédia
Romeu e Julieta

Outubro/Novembro
Comédia
Sonho de uma  Noite de Verão

Dezembro
Tragédia
Julio César


Obs: As leituras  desta lista foram concluídas com louvor. Em breve nossas impressões!

Boas Leituras!


Ale Veras e Nice Sestari