domingo, 29 de dezembro de 2019

Contos de Natal #5

Olá Caros Viajantes!





"Considerado um dos mais belos escritos do autor, este conto tem emocionado gerações. Quando Jesus percorria a Galileia, os poderosos procuravam Jesus, mas Ele não aparecia. Um dia, uma pobre viúva, mãe de filho deficiente ouviu falar de Jesus e dos seus milagres. A criança pediu à mãe que lhe trouxesse Jesus, esperando o tal milagre (im)possível… Ao que a mãe respondeu: se nem homens ricos e poderosos o haviam conseguido encontrar, que hipótese teria ela!?"


O Suave Milagre  
                                   Eça de Queirós  

O mendigo apanhou o seu bordão, desceu pelo duro trilho, entre a urze e a rocha. A mãe retomou o seu canto, mais vergada, mais abandonada. 

E então o filhinho, num murmúrio mais débil que o roças de uma asa, pediu à mãe que lhe trouxesse esse Rabi, que amava as criancinhas ainda as mais pobres, sarava os males ainda os mais antigos. 

A mãe apertou a cabeça esguedelhada: 

Oh filho! e como queres que te deixe, e me meta aos caminhos, à procura do Rabi da Galiléia? Obed é rico, e tem servos, e debalde buscaram Jesus, por areais e colinas, desde Chorazim até ao país de Moab. Sétimo é forte, e tem soldados, e debalde correram por Jesus, desde o Hebron até ao mar! Como queres que te deixe? Jesus anda por muito longe e a nossa dor mora conosco, dentro destas paredes, e dentro delas nos prende. E mesmo que o encontrasse, como convenceria eu o Rabi tão desejado, por quem ricos e fortes suspiram, a que descesse através das cidades até este ermo, para sarar um entrevadinho tão pobre, sobre enxerga tão rota? 

A criança, com duas longas lágrimas na face magrinha, murmurou: 

Oh mãe! Jesus ama todos os pequeninos. E eu ainda tão pequeno, e com um mal tão pesado, e que tanto queria sarar! 

E a mãe, em soluços: 

Oh meu filho, como te posso deixar? Longas são as estradas da Galileia, e curta a piedade dos homens. Tão rota, tão trôpega, tão triste, até os cães me ladrariam da porta dos casais. Ninguém atenderia o meu recado, e me apontaria a morada do doce Rabi. 

Oh filho! talvez Jesus morresse... Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram. O Céu o trouxe, o Céu o levou. E com ele para sempre morreu a esperança dos tristes. 

De entre os negros trapos, erguendo as suas pobres mãozinhas que tremiam, a criança murmurou: 

Mãe, eu queria ver Jesus... 

E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo, Jesus disse à criança: Aqui estou.


Até breve e boas leituras!

Ale Veras e Nice Sestari

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Um Conto de Natal

Olá Caros Viajantes!
Junto com Charles Dickens, viajamos numa emocionante história, publicada pela primeira vez em 1843. A  história do senhor Ebenezer Scrooge, um velho sovina, avarento e de grande mau humor. 

Há sete anos seu sócio Marley faleceu, porém na véspera do Natal, seu amigo aparece e lhe dá um aviso, para que ele mude sua maneira de viver, pois caso não o fizesse ele sofreria na sua pós vida.

Mesmo vendo o amigo, não acreditou em nada daquilo, achando que era fruto da sua imaginação.

Marley avisa o amigo, que ele receberá a visita de três fantasmas. Estes seriam os fantasmas dos natais passado, presente e futuro.

O primeiro fantasma apareceu e convidou o Scrooge a dar um passeio, logo o velho reconheceu o natal de sua infância, viu sua querida irmã, seu pai e seus colegas, foi logo lhe apertando o peito de ver aquele menino que já não existia mais. Uma pontinha de arrependimento tocou seu coração.


Logo depois apareceu o segundo fantasma, esse já lhe mostrava o natal presente. Scrooge vai percebendo que as suas palavras proferidas e seus atos, machucam as pessoas que lhe são caras. O espírito leva o velhote até a casa de seu empregado, o Sr. Bob Cratchit, e vê a situação em que a família vivia e, mesmo na pobreza, ali tinha amor de sobra, porém percebeu que se nada fosse feito para mudar aquela situação de pobreza, logo uma morte ocorreria, que mudaria todos pra sempre. Tudo estava nas mãos do sovina Scrooge.

Também visitaram a casa de seu sobrinho, e ele ouviu tudo o que ele, seus amigos e familiares pensavam dele. E seu coração vou ficando cada vez mais apertado.


O terceiro fantasma veio visitá-lo, mas esse logo deixou Scrooge assustado e com medo, pois lá no fundo ele sabia que não viria coisa boa. Era o fantasma do Natal futuro... O fantasma o levou para a cidade, onde ele ouvia que havia morrido alguém sozinho e em agonia. Que fora roubado alguns pertences após sua morte e alguns conhecidos faziam negociações de seus objetos e da venda de sua empresa.

Ele percebeu que ninguém ficou triste com a morte daquele senhor. E, por fim, veio um arrependimento tão grande no coração do velho Scrooge que ele se reconheceu naquela situação, e percebeu que se não mudasse suas atitudes  viveria e morreria só e triste.

A lição foi dada e transformado num novo homem se tornou um ótimo patrão, passou a ter carinho pelo seus familiares e a visitar seu amado sobrinho, se tornou um homem generoso e fez de tudo para ajudar os pobres. Ah! lembra que comentamos que na casa do Bob haveria uma morte eminente caso nada mudasse, pois bem, o senhor Scrooge ajudou esta família e o menino Tim, que estava muito doente. E algo mágico aconteceu! O Scrooge se torna para Tim um segundo pai.

Com uma delicadeza ímpar e de forma bem realista, Dickens consegue tocar nossos corações e nos fazer refletir que mudanças são necessárias.

Foram feitas várias adaptações desta história em desenhos, filmes e peças de teatro. 
foto retirada do google
Feliz e abençoado Natal para todos vocês!

Ale Veras e Nice Sestari




domingo, 22 de dezembro de 2019

Contos de Natal #4

Olá Caros Viajantes!

Quando o pinheirinho foi pela primeira vez utilizado como árvore de Natal, ninguém sabe. Mas, há muitas lendas! Escolhemos uma lenda muito singela e delicada. Esperamos que gostem!

A LENDA DA ÁRVORE DE NATAL
                                                                          Autor Desconhecido

Quando o Menino Jesus nasceu, todas as pessoas, animais e árvores sentiram uma imensa alegria.
Do lado de fora do estábulo onde o Menino dormia, estavam três árvores: uma palmeira, uma oliveira e um pinheirinho.

Todos os dias as pessoas passavam e deixavam presentes ao Menino.

- Nós também devíamos dar-lhe prendas! - disseram as árvores.

- Eu vou lhe dar a minha folha mais larga, disse a palmeira - quando vier o tempo do calor ele poderá se abanar com ela e se sentir mais fresco.

Então disse a oliveira : 

- E eu vou lhe dar óleo. Perfumados óleos poderão ser feitos a partir do meu sangue.

- Mas, o que eu poderia lhe dar? - Perguntou ansioso o pinheirinho.

- Tu? Os teus ramos são pontudos e picam, disseram as outras duas árvores. 

-Tu não tens nada para dar !

O pinheirinho estava triste. Pensou muito, muito, em qualquer coisa que pudesse oferecer ao Menino que dormia, qualquer coisa de que o Menino pudesse gostar. Mas, como disseram as outras árvores,ele não tinha nada para dar...

Um anjo, que tinha ouvido a conversa toda , sentiu pena do pinheirinho que não tinha nada para dar ao Menino e olhou para as estrelas que estavam a brilhar no céu.
E então, o anjo, de mansinho, trouxe uma a uma das estrelas cá para baixo, desde a mais pequenina à mais brilhante, e colocou - as nos ramos pontiagudos do pinheiro.
Dentro do estábulo, o Menino acordou . E olhou para as três árvores do lado de lá da gruta, contra a escuridão do céu. De repente, as folhas escuras do pinheirinho brilharam, resplandecentes, porque nelas as estrelas descansavam. 

Que lindo estava o Pinheirinho! Justo aquele que não tinha nada a oferecer ao Menino...

E o Menino Jesus levantou as mãozinhas, tal como fazem os bebés, e sorriu para as estrelas e para aquela árvore que lhe iluminara a escuridão da noite.

E desde então, o pinheiro ficou a ser, para todo o sempre, a Árvore de Natal!


Até breve!

Nice Sestari e Ale Veras

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

# 15 Presente Literário

Olá Caros Viajantes!
São Nicolau de Mira

Nicolau nasceu na cidade de Pátara, na Ásia Menor, na metade do século III, por volta do ano de 250, seus pais eram nobres. Foi consagrado bispo de Mira, atual Turquia. Ele é muito amado pelos cristãos e também pelos ortodoxos.



Após a sua ordenação, São Nicolau resolveu: “Até agora eu pude viver para mim mesmo e para a salvação da minha alma, mas daqui em diante todo o momento da minha vida deve ser dedicado aos outros.” E esquecendo a si mesmo, o Santo abriu a porta de sua casa a todos e tornou-se o verdadeiro pai dos órfãos e pobres, defensor dos oprimidos e benfeitor a todos.

Ele tinha um coração muito generoso e ajudava sempre aos pobres. Era respeitado por seus amigos e conhecidos, conquistou a todos com seu carisma, generosidade, desapego e principalmente seu espirito de oração.


Morreu no dia 06 de dezembro de 326, em Mira. Em 1087 suas relíquias foram transladadas para Bari, no sul da Itália, e a devoção por este exemplo de caridade e amor se espalhou pelo Ocidente. 


A figura de São Nicolau nos remete à inúmeras lendas. Conta uma delas que, certa vez, Nicolau sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, no desespero, aconselhou as filhas à prostituição. Nicolau jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens.


Conhecido por sua generosidade e junto com a fantasia do povo, Nicolau acaba se "tornando" o Papai Noel, sim, aquele bom velhinho de barba branca, que na noite de Natal distribui presentes.

"Uma das versões aceitas para a definição da imagem do Papai Noel de hoje vem com a publicação de um poema escrito por Clement Clark More, um ministro episcopal, intitulado de “Um relato da visita de S. Nicolau”. O poema foi publicado por uma senhora chamada Harriet Butler, que tomou conhecimento dele através dos filhos de More e o levou ao editor do Jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque. Ele foi publicado no Natal de 1823."

Lembrando que, ele foi o santo que mais foi retratado por artistas medievais, perdendo somente para Maria, a mãe de Jesus.

Oração:
Senhor, pelos méritos de São Nicolau, concedei-me a graça da bondade e zelo para com os mais aflitos, necessitados e em especial para com as crianças. Que eu saiba aprofundar em mim os dons que me destes, colocando-os em prática. Livrai-me da omissão e da preguiça. Amém.

Curiosidade

Como nasceu a imagem do papai Noel que conhecemos?

"O cartunista alemão Thomas Nast, quem criou o papai noel (santa claus), era ateu e anticatólico. O trabalho de Nast foi concluído pela Coca-Cola. O Papai Noel definitivo foi idealizado na década de 30 para vender refrigerante no Natal, e pegou. Hoje faz parte do imaginário dos ocidentais."


Acreditamos que o papai noel comercial não tem ligação nenhuma com o caridoso São Nicolau!
E lembrando sempre que a figura central do Natal é JESUS!

Nice Sestari e Ale Veras

domingo, 15 de dezembro de 2019

Contos de Natal #3

Olá Caros Viajantes!

No século XVII, os freis franciscanos começaram a decorar as igrejas com as Poinsétias, as famosas bico-de-papagaio como são conhecidas aqui no Brasil, por serem parecidas com a Estrela de Belém.


A Lenda da Flor de Natal

                                                                                        autor desconhecido



Diz a lenda, que uma menina chamada Pepita, sendo pobre, não podia oferecer um presente merecedor ao menino Jesus, na missa de Natal.


Muito triste, contou o fato ao seu primo Pedro, que ia com ela a caminho da igreja. 

Este disse-lhe que ela não tinha que estar triste, pois o que mais importa quando oferecemos algo a alguém, é o amor com que oferecemos, especialmente aos olhos de Jesus.

Pepita lembrou-se então de ir recolhendo alguns ramos secos que ia encontrando pelo caminho, para Lhe oferecer.

Quando chegou à igreja, Pepita olha para os ramos que colheu e começa a chorar, pois acha esta oferenda muito pobre. 

Mesmo assim, decide oferecê-las com todo o seu amor.

Entra na igreja e, quando deposita os ramos em frente da imagem do menino Jesus, estes adquirem uma cor vermelha brilhante, perante o espanto de toda a congregação presente. 

Este fato foi considerado por todos o milagre daquele Natal.


Até breve!
Ale Veras e Nice Sestari


quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Poesia de Natal !

Olá Caros Viajantes!
Vamos aquecer nossa alma, com a delicadeza deste belo poema!

             
   
Poesia de Natal 
                                        Cora Coralina 

Enfeite a árvore de sua vida 
com guirlandas de gratidão!
Coloque no coração laços de cetim rosa, 
amarelo, azul, carmim. 

Decore seu olhar com luzes brilhantes 
estendendo as cores em seu semblante. 
Em suas listas de presentes
em cada caixinha embrulhe 

um pedacinho de amor, 
carinho, 
ternura, 
reconciliação, 
perdão! 

Tem presente de montão 
no estoque do nosso coração 
e não custa um tostão! 

A hora é agora! 
Enfeite seu interior! 
Sejas diferente! 
Sejas reluzente! 



domingo, 8 de dezembro de 2019

Contos de Natal #2

Olá Caros Viajantes!

Hoje nosso conto de Natal será do escritor russo Liev Tolstói, conhecido por  suas obras Guerra e Paz e Anna Karenina.




O aldeão

                                      

Um aldeão russo, muito devoto, constantemente pedia em suas orações que Jesus viesse visitá-lo em sua humilde choupana. 



Na véspera do Natal sonhou que o Senhor iria aparecer-lhe. Teve tanta certeza da visita que, mal acordou, levantou-se imediatamente e começou a pôr a casa em ordem para receber o hóspede tão esperado.

Uma violenta tempestade de granizo e neve acontecia lá fora.

 E o aldeão continuava com os afazeres domésticos, cuidando também da sopa de repolho, que era o seu prato predileto. 

De vez em quando ele observava a estrada, sempre à espera...

Decorrido algum tempo, o aldeão viu que alguém se aproximava caminhando com dificuldade em meio a borrasca de neve. 

Era um pobre vendedor ambulante, que conduzia às costas um fardo bastante pesado. Compadecido, saiu de casa e foi ao encontro do vendedor. Levou-o para a choupana, pôs sua roupa a secar ao calor da lareira e repartiu com ele a sopa de repolho. Só o deixou ir embora depois de ver que ele já tinha forças para continuar a jornada.

Olhando de novo através da vidraça, avistou uma mulher na estrada coberta de neve. Foi buscá-la, e abrigou-a na choupana. Fez com que se sentasse próximo à lareira, deu-lhe de comer, embrulhou-a em sua própria capa... A noite começava a cair... Não a deixou partir enquanto não readquiriu forças suficientes para a caminhada. E nada de Jesus!

Já quase sem esperanças, o aldeão novamente foi até a janela e examinou a estrada coberta de neve. Distinguiu uma criança e percebeu que ela se encontrava perdida e quase congelada pelo frio... Saiu mais uma vez, pegou a criança e levou-a para a cabana. Deu-lhe de comer, e não demorou muito para que a visse adormecida ao calor da lareira.

Cansado e desolado, o aldeão sentou-se e acabou por adormecer junto ao fogo. Mas, de repente, uma luz radiosa, que não provinha da lareira, iluminou tudo! 

Diante do pobre aldeão, surgiu risonho o Senhor, envolto em uma túnica branca! 

- Ah! Senhor! Esperei-O o dia todo e não aparecestes, lamentou-se o aldeão...

E Jesus lhe respondeu: 

"Já por três vezes, hoje, visitei tua choupana: O vendedor ambulante que socorrestes, aquecestes e deste de comer... era Eu! A pobre mulher, a quem deste a capa... era Eu! E essa criança que salvaste da tempestade, também era Eu..."
"O Bem que a cada um deles fizeste, a mim mesmo o fizeste!"

Leia também -  A história do boi e do jumento e a Revista de Capa Dourada

Até breve!
Ale Veras e Nice Sestari

domingo, 1 de dezembro de 2019

Contos de Natal #1

Olá Caros Viajantes!

Dezembro chegou! Com ele comemoramos o Natal; tempo de renovar as esperanças, de acolher o Menino Jesus e sua família.

Vamos despertar a criança que temos em nós, olhar a nossa volta com mais simplicidade, com mais ternura e sonhar!

Teremos neste mês uma série de Contos de Natal, pequenas histórias para aquecer a alma e fazer com que nossos corações se encham de alegria.

Tempo de reflexão e de paz interior!


A História do Boi e do Jumento
autor desconhecido

Certo dia, um anjo, por ordem do Patrão, reuniu todos os animais para escolher dois que pudessem ajudar Maria e José na gruta de Belém.

O primeiro a chegar foi o Leão. "Somente um rei como eu pode servir o Rei do mundo", rugiu com grande arrogância. "Eu me colocarei na entrada da gruta e reduzirei a pedaços todos aqueles que tentarem se aproximar do Menino Jesus!".

"Você é muito violento",  respondeu o anjo e dispensou o leão.

Logo depois chegou a raposa. Esperta como sempre, disse: "Eu sou raposa velha. Deixe comigo. Para o Filho de Deus, todos os dias roubarei mel perfumado e leite fresco. E no almoço dos pais não vai faltar frango pra assar!".

"Toma vergonha na cara. Isso é desonesto. Pode ir embora", replicou o anjo.

O próximo foi o pavão que, como é seu costume, deu um verdadeiro show, mostrando sua belíssima plumagem: "Transformarei aquela gruta num grande palácio. Até o rei Salomão, que gostava de coisa chique, vai ficar com inveja", disse o pavão desfilando para cima e para baixo.

"Você é vaidoso demais", rebateu o anjo. "Não precisamos disso!".

Aos poucos passaram, um por um, todos os animais. Cada um apresentava suas qualidades, mas inutilmente. O anjo não conseguia encontrar um que desse certo para proteger e ajudar o Rei dos reis. Quando ia embora, viu dois animais que, de cabeça baixa, continuavam a trabalhar numa pequena fazenda perto da gruta de Belém. Eram um boi e um jumento.

O anjo os chamou e perguntou: " Por que vocês não apareceram?"
"Porque não temos nada para oferecer", respondeu o jumento. "Nós só possuímos humildade e paciência... e as pauladas que a gente leva nas costas!" Mas o boi, tomando a palavra, disse: "É verdade, não temos muito para oferecer, mas, de vez em quando, poderíamos afastar as moscas balançando nossos rabos..."

O anjo deu uma grande gargalhada e depois, olhando com ternura para os dois bichinhos, disse: "Vocês são os animais que estou procurando!"

Leia também A História do Presépio! e A Revista da Capa Dourada

Até breve!
Nice Sestari e Ale Veras