quarta-feira, 26 de agosto de 2020

A Comédia dos Erros

 Olá Viajantes!


"A comédia dos erros é tida pelos pesquisadores como a primeira peça de Shakespeare, com sua estréia nos palcos tendo ocorrido provavelmente em 1594. Os erros a que se refere o título são enganos provocados pelas pessoas que conversam alternadamente com um gêmeo e o outro, sendo um residente de Éfeso, onde se passa a ação, e o outro, estrangeiro. Os gêmeos são idênticos e têm ambos o mesmo nome: Antífolo. As confusões multiplicam-se, assim como a comicidade da trama, porque há mais um par de gêmeos idênticos em cena, os irmãos que atende pelo nome de Drômio.
Sinopse

Entretanto, A Comédia dos Erros não deve ser confundida com uma comédia leve. Muito ao gosto de Shakespeare, ainda que em sua estréia como dramaturgo, os diálogos introduzem considerações sobre a condição feminina e sobre a condição servil; há credores e devedores e a honra de cada um; discute-se o lugar do ciúme no casamento; existe uma autoridade política que procura administrar justiça com compaixão; mais importante ainda, há a moderna busca pela identidade própria."
                                                                                        (Trechos da introdução de Beatriz Viégas-Faria.)

Essa leitura faz parte do Projeto Shakespeare.

E que grande prazer em fazer esta leitura, muito divertida e que nos tira da zona de conforto, por ser uma peça teatral do gênero farsa comédia.

Antífolo de Siracusa - "...Sou no mundo como uma gota de água que à procura de outra gota no oceano se encontrasse, e que, ao cair ali, toda desejos de achar a companheira, desaparece na busca, sem ser vista. ..."

Descobrimos que Shakespeare escreveu esta peça baseada num clássico do comediógrafo romano Plauto, a peça é Os Menecmos ( Os Gêmeos). Lógico que Shakespeare coloca sua pitada especial, com elementos contemporâneos, e trabalha muito bem seu humor ácido e crítica.

"Drômio de Éfeso - Marcas vossas eu tenho na cabeça; nos ombros tenho marcas da patroa; mas, reunidas,..."

"Luciana - A liberdade indócil ´s domada pela própria desgraça, Não há nada sob a vista do céu que não se mova num limite restrito, assim na terra como no ar  e no mar. Todas as fêmeas dos animais, dos pássaros, dos peixes seguem ao macho e em tudo obedecem. O homem, ser mais divino, senhor deles, dono do mundo todo, do mar vasto, que a superioridade do intelecto pós acima dos pássaros e peixes, da esposa é dono e mestre. Assim, alegre, com ele em tudo concordar te cumpre."

Nas entrelinhas o autor deixa seu recado, recorrente da forma como a mulher é tratada, a servidão, sentimentos, mentiras, a elite da época e, o mais interessante, tudo com um divertimento ímpar.

"Duque: Isso completa a história começada nesta manhã. Estes irmãos Antífolos tão parecidos, e os dois gêmeos Drômios, que não diferenciam,..."

Recomendamos, leia Shakespeare!!!!! Sem medo!!!

Até breve! 

Próxima leitura será a comédia Trabalhos de Amor Perdidos.

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